Diversidade e inclusão orientam novas lives cervejeiras

Em tempo de lives nas mídias sociais, o ambiente cervejeiro vai colocar os temas da diversidade e inclusão na roda. Amanhã (quarta-feira 24 de junho), estreiam duas iniciativas, promovidas, respectivamente, pelo recém-criado Núcleo de Diversidade da Abracerva e pela Confraria Lupulize, de Niterói (RJ). 

 

Coordenadora do Núcleo, Nadhine França vai comandar um bate-papo quinzenal que será transmitido, sempre às quartas-feiras, às 20h, pelo canal do YouTube da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal. O tema da estreia será “Orgulho LGBTQIA+ no setor cervejeiro”, tendo como convidado Danilo, cervejeiro e gerente de produção da Cervejaria Vaia, de SP.

 

Na Confraria Lupulize, as lives “Papo no chão da fábrica” serão mensais, transmitidas pelo Instagram da confraria. Em cena, cervejeiras que trabalham em fábricas vão conversar com uma Lupulize. A estreia, às 16h, será com Izis Dornelas, da Lagos Cervejaria (RJ). Conduzirá o bate-papo a jornalista Sônia Apolinário, a Lupulinário.

 

Núcleo de Diversidade

 

Partiu da própria Nadhine a ideia de criação do Núcleo de Diversidade, na Abracerva. Associada desde o ano passado, ela lançou a sugestão para a diretoria e recebeu sinal verde para  elaborar um projeto. A Abracerva definiu o Núcleo como uma "frente de trabalho para promover debates, atuar para diversificar o perfil do consumidor de cerveja no Brasil e intervir contra o machismo, o racismo e a homofobia no setor". O modelo é similar ao já existente na Brewers Association.

 

Moradora de Recife (PE), a beer sommelière tem, até então, atuado em prol da união das mulheres do segmento. Esse movimento se materializou na produção e lançamento da cerveja Batom Vermelho, uma produção colaborativa, que envolveu várias confrarias femininas pelo país. Foram feitas duas versões da cerveja, lançadas, em 2018 e 2019.

 

“A partir do lançamento da Batom Vermelho, as discussões foram se ampliando e mais temas se mostraram importantes. A ideia de criar uma nova associação até foi cogitada, mas isso implica em um volume de trabalho e em gastos que dificultam  a ação. Pensei que poderíamos usar a força da Abracerva para agregar e pensar a diversidade no meio cervejeiro”, explica Nadhine.

 

Segundo ela, a ideia é que a questão da diversidade  seja lembrada em todas as atividades da Abracerva, inclusive em uma pesquisa que a Associação fará entre seus associados, em breve. A série de lives tem como objetivo chamar a atenção para o tema e iniciar os debates.

 

Ela conta que, até o momento, o retorno tem sido positivo, por parte dos associados. A apresentação do Núcleo foi feita no último dia 18, também por intermédio de uma live no canal da Abracerva, com a participação de Nadhine e da diretora de comunicação da Associação, Taiga Cazarine.

 

“Enquanto houver preconceito, precisamos brigar por essa igualdade de condições e oportunidades”, comenta Nadhine.

 

 

Fábrica

 

A constatação de que, nos dias de hoje, mulheres nas fábricas das cervejarias ainda causa curiosidade e, até surpresa, foi o que motivou a Confraria Lupulize a criar a série “Papo no chão da fábrica”. Dar visibilidade para essas profissionais e acompanhar suas trajetórias é o objetivo das lives.

 

"Quando falo que trabalho com cerveja, para as pessoas em geral, sempre causa surpresa. No meio cervejeiro, quando falo que trabalho em fábrica, também rola surpresa. As pessoas associam fábrica a trabalho braçal, quando tem muita coisa técnica. Além disso, sou jovem e, às vezes, é difícil comandar alguém com mais idade", comenta Izis Dornelas, de 25 anos, que fará a live direto da Lagos, com direito a tour pela fábrica. 

 

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