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  • Sônia Apolinário

Rio de Janeiro cria sua 'Caixa de Areia' para startups

Sandbox regulatório para startups e a criação de um grupo de trabalho para impulsionar a economia do Rio de Janeiro no universo das criptomoedas. Essas duas iniciativas foram tomadas pela prefeitura da Cidade Maravilhosa, na última sexta-feira (14).



Sandbox é um espaço controlado para que empresas e instituições possam experimentar políticas públicas e novos modelos de negócios. O conceito, de forma simplificada, é criar um ambiente "seguro" para ajudar o desenvolvimento de startups e, em caso de fracasso, que a queda não machuque muito – como as caixas de areia de parquinhos, um espaço delimitado que protege a criança que brinca, caso caia.


A iniciativa carioca está sob os cuidados da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação. O Sandbox.Rio foi lançado durante o Rio Innovation Week.


“Queremos que o Rio seja a capital brasileira da inovação. A cidade já tem um ecossistema bastante desenvolvido neste tema e muito potencial para crescer ainda mais. Estamos dando segurança jurídica para as empresas investirem e inovarem no Rio. Queremos trabalhar em conjunto para solucionar os principais problemas do Rio hoje, melhorando a vida de todos que moram aqui – explica o secretário Chicão Bulhões.


Através do programa, empresas e instituições públicas poderão enviar propostas com o objetivo de desenvolver solução inovadora e/ou produtos inovadores com potencial impacto positivo à sociedade e ao município. Se aprovados, obterão autorização temporária para testar e desenvolver o produto/serviço com clientes reais. Ao fim do período de testes, o resultado será analisado pela secretaria, que poderá decidir por regular ou não a iniciativa. Além disso, aproveita as informações coletadas ao longo do processo para elaboração de políticas públicas.


Com a inciativa, o Rio de Janeiro se tornou a terceira capital do país a implementar o programa. As outras são Curitiba (PR) e Macapá (AP). Até o momento, cinco municípios brasileiros já possuem Sandbox para Cidade Inteligente instituído: Foz do Iguaçu (PR), Petrolina (PE), Distrito Federal (DF), Londrina (PR) e Francisco Morato (SP).


O Sandbox Regulatório surgiu em 2014, no Reino Unido. Um ano depois, já tinha sido adotado por Singapura, país asiático que já fez parte justamente do império britânico. Em outubro de 2020, o Banco Central lançou seu Sandbox Regulatório no Brasil. Ano passado, São Paulo criou sua versão estadual.


O próximo passo da secretaria é lançar o edital com as regras para as inscrições de projetos. A promessa da prefeitura é que isso aconteça ainda neste primeiro trimestre.


Criptomoeda


Um decreto publicado nesta sexta-feira (14/01) criou um Grupo de Trabalho para propor ações relacionadas ao desenvolvimento do mercado de criptomoedas, no Rio de Janeiro. De acordo com a prefeitura, o objetivo é que a cidade se torne um hub nacional no mercado de moedas digitais.


O Grupo de Trabalho é coordenado pelo Secretário Municipal de Fazenda e Planejamento, Pedro Paulo Carvalho Teixeira, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação. O GT vai estudar formas de estimular o uso das moedas por meio de descontos ao contribuinte, como no pagamento do IPTU, por exemplo.



Chamadas de Crypto Rio, as moedas digitais cariocas também poderão ajudar na ampliação de recursos para projetos estratégicos da cidade. Os especialistas irão avaliar, ainda, a possibilidade de o município fazer investimentos do Tesouro em criptomoedas. O resultado dos estudos está previsto para ser divulgado em abril.


Ficção


É em torno de uma empresa chamada Sand Box que gira um seriado sul coreano, disponível na Netflix. “StartUp” foi traduzido por aqui como “Apostando Alto”, talvez por ter outros títulos semelhantes no catálogo da plataforma de streaming.


Lançada em 2020, a série conta a história de jovens empreendedores que competem por sucesso e amor em Seul, o “Vale do Silício” asiático. Quando se fala em Coreia do Sul, em termos de negócios, se fala em muita competitividade, mesmo. Ao longo dos 16 episódios, de 70 minutos cada, escapam aulas do que fazer e não fazer em hackathons e rodadas de investimentos, por exemplo. O elenco é formado por queridinhos do universo do audiovisual (dorama) sul coreano, na foto, da esquerda para a direita: Kim Seon-ho (o meu queridinho, no momento), Bae Suzi, Nam Joo-hyuk e Kang Han Na.



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