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  • Sônia Apolinário

Recital lírico abre o Festival Ópera na Tela, no Parque Lage

Com recital da cantora-lírica belga Anne-Catherine Gillet, às 19h, seguida da exibição da Gala do Teatro Alla Scala de Milão, às 20h, o Festival Ópera na Tela dá início a sua sexta edição no sábado, 13, no Parque Lage (RJ). O evento vai até 24 de novembro e apresentará 12 récitas europeias inéditas e um balé.



Na estreia, quem adquirir ingresso para a récita, poderá ver as duas atrações. As projeções são feitas em uma em uma tenda montada ao ar livre no jardim atrás do palacete. O balé que foi incluído na programação deste ano é o Corcunda de Notre Dame (foto abaixo).


Estrela de óperas nos principais palcos do circuito europeu, a soprano Anne-Catherine Gillet já interpretou papéis importantes como “Poppea”, em L’Incoronazione di Poppea, em Toulouse; e Julieta em “Romeu e Julieta”, em Tours e Monte-Carlo. Em breve atuará como Micaela em “Carmen”, no La Monnaie, em Bruxelas, e no Grand-thêatre de Luxemburgo, e Fortunio, na Ópera de Nancy.


No repertorio do recital estão as obras: Manon (Jules Massenet) – Je suis encore toute étourdie; Les Berceaux, Gabriel Fauré; Les Filles de Cadix, Léo Delibes; Les Pêcheurs de perles (Georges Bizet), Me voilà seule dans la nuit… Comme autrefois; A Chloris , Reynaldo Hahn; Villanelle, Eva Dell’Acqua; Faust (Charles Gounod) – « Que vois-je là… Ah je ris, de me voir si belle… ; Les Chemins de l’amour », Francis Poulenc; La Veuve joyeuse (Franz Lehar – version française) , La Chanson de Vilya ; e Vous n’êtes pas venu dimanche », Charles Borel-Clerc.

Logo após sua apresentação, é a vez da projeção da Gala “A Rivedere le Stelle”, do Teatro Alla Scala de Milao (foto no alto). Por não ter conseguido realizar sua tradicional noite de celebração de Saint-Ambroise por conta da pandemia, o superintendente francês da instituição, Dominique Meyer, criou uma gala de portas fechadas que foi transmitida ao vivo, em dezembro passado, pela televisão pública italiana, a Rai 1, e a Rádio 3, e depois captada pela Arte, na França e na Alemanha. O evento substituiu a inauguração da temporada de óperas de 2020/2021.


Com apresentação de árias e duetos, e presença de estrelas do balé e da ópera de todo mundo, o evento reuniu grandes nomes como Ildar Abdrazakov, Sonya Yoncheva, Roberto Alagna, Piotr Beczala, Benjamin Bernheim, Marianne Crebassa, Plácido Domingo, Juan Diego Flórez, Elena Garanča, Vittorio Grigolo, Aleksandra Kurzak, Francesco Meli, Lisette Oropesa e Ludovic Tézier. A direção foi de David Livermore, com direção musical de Riccardo Chailly, do La Scala.




Programação


Com cópias digitais e legendadas, as 13 produções que serão apresentadas mostram para o público brasileiro a diversidade da temporada lírica europeia.


Durante a pandemia, os teatros e as grandes casas de ópera da Europa também tiveram seus trabalhos interrompidos e, quando puderam retornar, atuaram de forma criativa para que os espetáculos pudessem ocorrer contando com os recursos técnicos e humanos disponíveis.


A Ópera de Viena, por exemplo, revisitou encenações originais de Tosca; a Ópera de Roma contornou a ausência do público ocupando corredores e foyer do teatro para a encenação de La Traviata. Já Parsifal (Viena) e Fausto (Paris) (foto acima), mais contemporâneas, integraram técnicas de vídeo e projeção inovadoras às filmagens. Esse ano, muitas obras serão apresentadas pela primeira vez no Festival: Der Rosenkavalier de Strauss, Parsifal, de Wagner, Les Indes Galantes, de Rameau, Der Messias e As Bodas de Figaro, de Mozart, Adriana Lecouvreur, de Cilea e O Palácio Encantado, de Luigi Rossi


Após as projeções ao ar livre, os filmes serão programados em vários cinemas do país ao longo do primeiro semestre de 2022, entre eles, o Cine Theatro Brasil Vallourec, em Belo Horizonte (MG).


Palestras


Além das projeções, palestras serão realizadas na tenda e poderão ser acompanhas gratuitamente.


A professora Laura Rónai estará à frente de duas: “À Flor da Pele: La Traviata, de Giuseppe Verdi” e “Como expressar sua raiva musicalmente? Mozart responde”, dias 14 e 20 de novembro, respectivamente, às 17h.


Já o maestro Leonardo García Alarcón, através de videoconferência, vai falar sobre “A Redescoberta da Obra-Prima Esquecida de Luigi Rossi: O Palácio Encantado” no dia 21, às 17h. Alarcón redescobriu a ópera “O Palácio Encantado”, de Luigi Rossi, que estava perdida há 380 anos na biblioteca do Vaticano. Este ano, o espetáculo foi reencenado sem público, por causa da pandemia, pela Ópera de Dijon. Com Coro da Ópera de Dijon e Coro de Câmara de Namur, participaram 16 solistas, coros duplo e triplo com seis e 12 vozes e dezenas de bailarinos. Na palestra, ele conta essa trajetória, da descoberta aos palcos.




Confira a programação completa do evento, aqui

Ingressos: R$28; R$14 meia-entrada. Compre aqui


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