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  • Sônia Apolinário

Nova editora nacional de quadrinhos resgata obra de Cisco Kid

Um dos maiores clássicos dos quadrinhos em todo mundo, Cisco Kid, de José Luis Salinas, se prepara para voltar à cena, no Brasil. O lançamento de uma campanha de financiamento coletivo deu o pontapé inicial para a criação do selo editorial especializado em quadrinhos clássicos, Super-X, responsável pela criação de uma edição de luxo com a obra integral do personagem.


Super-X nasce da junção das experiências do jornalista, editor e restaurador de quadrinhos, Francisco Ucha, que já vem publicando, de forma independente, clássicos dos quadrinhos nacionais, desde 2018, e Toni Rodrigues, publicitário e um dos maiores conhecedores da história dos quadrinhos no país.


A dupla já participa de um projeto em comum, a @LivedeQuadrinhos, programa de entrevistas lançado em abril de 2020, que tem como objetivo resgatar as histórias de quem faz e produz quadrinhos no Brasil e em Portugal.


No Brasil, o Cisco Kid, de Salinas, começou a ser publicado pela Editora Brasil-América/Ebal no Almanaque de Álbum Gigante para 1953 (que saiu no final de 1952) com as primeiras duas histórias da série. O personagem foi publicado também em vários jornais pelo país e, ao longo dos anos, passou por diversas editoras, maiores e menores, como a GEA (Grupo de Editores Associados), a RGE (Rio Gráfica e Editora) e a Vecchi.


Sua última publicação entre nós foi num álbum com lombada quadrada e formato magazine lançado pela editora gaúcha LP&M em setembro de 1987. Agora, 36 anos depois, Cisco Kid retorna num álbum de luxo que o selo editorial Super-X está lançando – Lucy, Flor Rubra & Belle –, com as primeiras tiras diárias publicadas nos Estados Unidos de 15 de janeiro a 13 de outubro de 1951 e roteiro de Rod Reed.


Origem


Salinas estava em seu auge criativo quando começou a desenhar Cisco Kid para a King Features Syndicate. Seguindo orientações, ele baseou seu trabalho na famosa série da TV do herói, mas em versão melhorada. Seu Cisco era baseado no do ator Duncan Renaldo, que ficou famoso protagonizando o personagem na TV.


Renaldo, que tinha 46 anos na época, nunca foi tão bonito ou atlético quanto o Cisco de Salinas. Não é à toa que as mulheres que aparecem na série em geral se apaixonam pelo belo mexicano. E elas também são retratadas de forma belíssima por Salinas.


Pancho, ao contrário da figura caricata mostrada nas revistas em quadrinhos da Dell, desenhadas por Bob Jenner, é quase que a transposição perfeita para os quadrinhos do ator que o interpretava na série de TV, Leo Carillo, um personagem cheio de expressão que o tira da condição de alívio cômico permanente.


A série fez sucesso de saída, sendo logo vendida para diversos jornais americanos e principalmente para outros países, especialmente os países latinos onde sempre fez muito sucesso.


Os planos da editora Super-X é lançar, ainda este ano, dois outros grandes clássicos norte-americanos inéditos no Brasil, criados por artistas lendários: Johnny Comet, de Frank Frazetta, com roteiro de Earl Baldwin, e Casey Ruggles – Uma Saga do Oeste, de Warren Tufts.


Confira a campanha para a produção do primeiro volume de Cisco Kid, aqui


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