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Bloco Suvaco do Cristo faz seu último desfile e cria Museu Virtual para preservar a memória de seus 40 anos de Carnaval

  • Redação
  • há 5 minutos
  • 3 min de leitura

O Suvaco de Cristo desfila no Jardim Botânico, zona sul carioca. Foto: Riotur
O Suvaco de Cristo desfila no Jardim Botânico, zona sul carioca. Foto: Riotur


O bloco Suvaco do Cristo vai desfilar pela última vez no domingo (8), pelas ruas do Jardim Botânico, na zona sul do Rio. A concentração será às 8h, em frente ao Bar Joia, na esquina das ruas Jardim Botânico e Faro.


- Completamos 40 anos e achamos que o nosso ciclo chegou ao fim. A gente acha que ajudou a revitalizar o carnaval de rua do Rio de Janeiro. São 40 anos de desfile. Hoje, nós temos milhares de blocos mais jovens, fanfarras, uma diversidade e acho que nossa missão está cumprida. Estamos satisfeitos - disse à Agência Brasil o fundador e presidente do Suvaco do Cristo, João Avelleira.




Segundo ele, a decisão não se deve à burocracia ser grande para se colocar um bloco na rua. A decisão foi tomada "simplesmente porque os 40 anos representam bastante tempo". O mesmo aconteceu, ano passado com o Imprensa que eu Gamo que se despediu do carnaval ao completar 30 anos.


Este ano, no Suvaco do Cristo a fantasia é livre e um dos sambas que serão tocados será o Eco no Ar, no qual o bloco ironizava os ecologistas de última hora que participaram da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, realizada no Rio de Janeiro, em junho de 1992.


Museu Virtual


A memória do bloco, porém, será preservada. Está sendo criado um Museu Virtual que irá reunir fotos dos desfiles, sambas e gravações dos sambas.


João Avelleira acredita que ainda em 2026 o Museu Virtual do Suvaco do Cristo poderá ser acessado em sua totalidade. Na sua opinião, outros blocos poderiam fazer algo semelhante para que esses acervos ficassem à disposição de pesquisadores e o público em geral.


Por conta desse projeto, o desfile do Suvaco do Cristo será objeto de filmagem, com argumento do jornalista Aydano André Motta, especialista em carnaval, e do também roteirista Leonardo Bruno, pela Casé Filmes. João Avelleira informou que a filmagem vai servir de linha para contar os 40 anos da história do Suvaco.


Projeto de extensão


O trabalho de criação do Museu Virtual está sendo feito em parceria com o Instituto de Computação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob a liderança da professora Anamaria Martins Moreira, amiga do fundador do bloco e uma das foliãs assíduas dos desfiles.


O instituto estava precisando aumentar os projetos de extensão, modelos em que os estudantes têm obrigação de fazer 10% da carga horária no curso de graduação em atividades de extensão, ou seja, têm que ter interação com a sociedade de alguma maneira.

Foi criado, então, esse projeto de extensão para reunir o material do bloco, proceder à sua catalogação, classificar e começar a montar o portal, que é o museu. O projeto reúne alunos de computação, de história, de história da arte, de comunicação.


Primeiro acesso


O primeiro ano de desfile do Suvaco (1986) já pode ser acessado no site do bloco como um teste inicial.


- Já dá para ter uma ideia da estrutura. Mas há coisas que se quer acrescentar, como quem era a porta-bandeira no primeiro desfile, que foi a Sonia Matos - informou a professora.

É de Sonia também a criação da arte da primeira camiseta. A ideia é ter informações referentes a cada ano dos desfiles, reunindo dados sobre sambas, contexto histórico que acontecia no país e no mundo, dados sobre os compositores e artistas que faziam as camisetas dos blocos.


Anamaria Martins Moreira destacou que já estão no site reportagens que saíram nos jornais sobre o bloco em 1986. Será incluído no acervo do Museu Virtual um documentário dos primeiros 20 anos do Suvaco, cuja autora é Paola Vieira, uma das fundadoras da agremiação. Em relação ao filme que será rodado este ano, a professora não sabe se será possível colocar no portal, em função de direitos autorais.


Como o bloco não possui muitas fotos referentes aos primeiros desfiles, será pedida mais adiante doação de materiais através das redes sociais.


Fonte: Agência Brasil

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