Ingrid Matos assume a fábrica da Masterpiece

Há cerca de dois meses, a  Masterpiece tem uma nova integrante na sua equipe. A mineira Ingrid Matos chegou em Niterói (RJ) para assumir a fábrica da cervejaria.  Aos 28 anos, ela tem no currículo passagens pela Verace e Mistura Clássica. 

 

Engenheira Química de formação, ela considera “a coisa mais linda” o universo que envolve processo de equipamentos. Implantar procedimentos, criar e ajustar receitas são as missões de Ingrid, na “casa” nova.

 

“Dar o start em uma fábrica é muito bom. Implantar procedimentos é bem melhor do que refazer porque mexe com a forma de trabalho de uma equipe", comenta ela.

 

Natural de Ipatinga, no interior de Minas Gerais, Ingrid estava quase se formando quando as primeiras cervejas artesanais chegaram na cidade. Ela foi experimentando e gostando. Em 2016, na hora de escolher o tema do seu trabalho de conclusão de graduação, não teve dúvidas de que seria sobre cerveja.

 

Por que não atuar nesse segmento? - foi a pergunta que ficou lhe martelando na cabeça. Já formada, no período em que trabalhou em um escritório de consultoria, na sua cidade, fez o curso de tecnologia cervejeira na Escola Superior de Cerveja e Malte. Soube de uma vaga na Verace, em Belo Horizonte, se candidatou e lá foi ela. Quando estava na cervejaria, se formou em Beer Sommelière, na quarta turma do curso do Instituto da Cerveja Brasil, em BH. Com a turma do ICB, fez uma visita à própria Verace.

 

Lá, começou como auxiliar de laboratório e, em menos de um ano, assumiu a produção da fábrica. Foram dois anos na Verace até surgir, em 2019, um convite inesperado: assumir a fábrica da Mistura Clássica, em Angra dos Reis (RJ).

 

“Fui indicada por um conhecido para atuar em um momento de mudanças na Mistura Clássica. Eu sou mineira e só pensava que iria morar em Angra, perto do mar. Não pensei duas vezes. Tendo cerveja e praia, minha vida estaria ótima”, brinca.

 

Foram oito meses na Mistura até Ingrid receber o convite para assumir a fábrica da Masterpiece, feito pessoalmente pelo CEO da marca, André Valle. Até então, ele vinha trabalhando com a consultoria de Wagner de Paula.

 

Em Niterói, Ingrid optou por morar em São Francisco, distante um pouco mais do que um túnel da fábrica. O bairro tem praia com água da Baía de Guanabara. A Masterpiece fica no começo do caminho para as praias oceânicas, mas Ingrid ainda não chegou perto delas.

 

Na cervejaria, ela vai desenvolver a linha Premium (latas de 473 ml) e cervejas experimentais – produções regulares de apenas 100 litros por receita, que serão encontradas somente no bar da fábrica (fechado por conta da quarentena, mas que estará autorizado a abrir a partir do dia 20 de julho).

 

Sua primeira receita acabou de ser lançada e se chama Mona Lisa, uma Catharina Sour de morango com seriguela.

 

“Eu me identifiquei muito com a Masterpiece por conta da sua proposta de sustentabilidade e por ter um planejamento que é a minha cara. A Verace era impecável em tecnologia, limpeza e organização. A Mistura também tem equipamentos maravilhosos. Eu fico apaixonada pelos equipamentos”, comenta, entre risos.

 

Ingrid conta que, até agora, em todas as fábricas que passou, foi bem acolhida. Ela já se acostumou (e não se importa mais) quando recebe aqueles olhares de incredulidade quando chega para trabalhar com suas galochas cor de rosa (foto abaixo).

 

Sim, as pessoas ainda não estão muito acostumadas com mulheres em fábricas, ainda mais no comando. Quebrar o “gelo”, segundo ela, é a primeira tarefa a ser executada:

 

“A maior dificuldade é convencer as pessoas que você sabe fazer cerveja. Já aconteceu de fazerem perguntas para tirar dúvidas com outras pessoas e não comigo, dentro da própria fábrica. Às vezes, ficava chateada. Olhavam para mim como se eu fosse um ET. Mas as coisas estão mudando para melhor é com essa parte positiva que temos que ficar”, observa.

 

Particularmente, Ingrid é fã de cervejas mais maltadas e de fermentação Lager. Muito lúpulo, “tem seu momento”, mas não é o que mais lhe agrada. Tudo, segundo ela, depende do humor. E qualquer mau humor desaparece, no seu caso, diante de uma cerveja com alta drinkability.

 

“Não sou mulher de um copo só. Não tenho educação para isso”, afirma enquanto solta uma sonora gargalhada.

 

 

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