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Marcas artesanais, insumos e equipamentos cervejeiros chegam ao site Magazine Luiza

Um dos maiores sites do varejo, do país, abriu espaço para a cerveja artesanal. A própria marca se cadastra para vender no e-commerce do Magazine Luiza.

O site já vendia cerveja, mas, somente as marcas da Ambev. Com o início da quarentena de combate ao Corona vírus, a empresa criou o Parceiro Magalu e abriu sua loja virtual para pequenos negócios, em geral. As cervejas artesanais aproveitaram a oportunidade.

“Eu me inscrevi, logo no início. Achei que não iam aprovar por ser produto perecível. Recebi a aprovação em duas semanas e estou vendendo lá”, conta Ivan Tozzi, cervejeiro e sócio da Three Hills.

Jornalista, era exatamente no Magazine Luiza que ele trabalhava, antes de fazer da produção de cerveja sua nova profissão. Foram 15 anos na empresa e sua porta de entrada foi o site, então em fase inicial de desenvolvimento.

Segundo Ivan, no Parceiro Magalu, a comissão paga pelo cervejeiro é de 3,5% contra 20% dos e-commerces do segmento. Pedido recebido, é preciso embalar os produtos e deixar em uma agência do correio – a empresa recolhe e faz a entrega.

Várias marcas artesanais são encontradas, atualmente, no site do Magazine Luiza. Tem desde garrafa a R$ 11,99 e lata de R$ 44,99 a combos de R$ 150,00. Por lá, já é possível comprar também insumos cervejeiros e alguns equipamentos.

Ivan jura que iniciou a venda da sua marca no site sem dar “carteirada” de ex-funcionário. Admite, porém, que tirou o crachá da gaveta quando se deparou com um problema na plataforma.

“Eu fui direto no pessoal de TI. Afinal, trabalhei muitos anos lá e conhecia as pessoas”, conta.

Em abril, cerca de um mês depois de decretada a quarentena, o Magazine Luiza registrou um aumento de 7% nas vendas totais, além de crescimentos de 138% na sua operação online. Em maio, até o dia 20, seu e-commerce já tinha aumentado em 203% .

O lucro líquido da Magazine Luiza cresceu 54,3% em 2019 em relação a 2018, atingindo R$ 921,8 milhões. O valor foi impulsionado pelo e-commerce, que passou a representar 48% do faturamento.

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