Remake de 'O Beijo da Mulher Aranha" estreia 41 anos depois do lançamento do filme original
- Sônia Apolinário

- há 6 minutos
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Sai Sônia Braga, entra Jennifer Lopez; sai Brasil, entra Argentina; sai repressão política, entra música. Resumidamente, essas são algumas das principais diferenças entre a versão original e o remake do filme 'O Beijo da Mulher Aranha" que estreia nos cinemas do país nesta quinta-feira (15).
"O Beijo da Mulher Aranha" original é uma produção Brasil-Estados Unidos. Trata-se de um drama dirigido por Hector Babenco (1946-2016). O roteiro é uma adaptação de Leonard Schrader do romance homônimo de Manuel Puig. No elenco, além de Sônia Braga, William Hurt, Raúl Juliá, José Lewgoy, Milton Gonçalves, Miriam Pires, Nuno Leal Maia, Fernando Torres e Herson Capri.

O filme estreou no Festival de Cannes de 1985, onde Willian Hurt (1950-2022) ganhou o prêmio de melhor ator, tendo Babenco sido indicado para a Palma de Ouro. Por conta da sua atuação como Luís Molina, um homossexual efeminado, Willian Hurt também abocanhou um Oscar e o BAFTA de melhor ator. "O Beijo da Mulher Aranha" ainda concorreu ao Oscar de melhor filme, mas perdeu para "Out of Africa".

O sucesso estrondoso do longa o levou para a Broadway, que o transformou em um musical, vencedor do Tony em 1993.
O remake do filme tem o musical como ponto de partida. Na nova versão, Molina é interpretado por Tonatiuh Elizarraraz. Na história, ele divide uma cela com o prisioneiro político de esquerda Valentín Arregui, papel que foi de Raúl Juliá (1940-1994), tendo ficado agora com Diego Luna.

A produção norte-americana do remake é assinada pelo ex-marido de Jennifer Lopez, Ben Affleck, junto com Matt Damon. A direção é de Bill Condon.
A história não se passa mais em uma prisão brasileira, mas argentina. Como na versão original, mostra como Molina e Valentin vão criando um vínculo enquanto Molina narra a história de um filme de Hollywood estrelado por sua diva favorita, Ingrid Luna (Leni Lamaison, no filme original) que interpreta a Mulher-Aranha.
A nova versão da obra de Babenco já circulou em alguns festivais. A principal crítica que o longa tem recebido é que, enquanto o filme de 1985 focava mais na crítica política e no drama, a nova versão musical, privilegia a fantasia e transposição das canções do palco para a tela, adaptando a história com um tom mais "açucarado". No filme de Babenco, a prática da tortura se faz presente.
A estreia do remake nos Estados Unidos, em outubro do ano passado, foi considerada um fracasso.
Veja o trailer do filme original aqui
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