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CEO da Heineken renuncia na Holanda

  • Foto do escritor: Sônia Apolinário
    Sônia Apolinário
  • há 1 hora
  • 3 min de leitura

O CEO da Heineken, Dolf van den Brink, renunciou nesta segunda-feira (12). Ele estava há seis anos à frente da cervejaria holandesa. Em outubro passado, a empresa definiu uma nova estratégia que abrange os anos até 2030. O principal objetivo é reverter a queda das vendas.


Van den Brink assumiu o comando da segunda maior cervejaria do mundo em meio à pandemia de COVID-19, em junho de 2020. Ele presidiu a empresa durante um período turbulento, marcado por inflação de custos e queda nas vendas, o que prejudicou as margens de lucro e as ações da empresa.


Ao anunciar sua saída surpresa, o Conselho informou que iniciará uma busca por um sucessor para liderar a fabricante da cerveja Heineken, bem como de marcas como Tiger e Amstel.


Van den Brink, que deixará o cargo em 31 de maio, concordou em permanecer disponível como consultor por oito meses a partir de junho. Segundo o executivo, "este é o momento certo para a Heineken nomear uma nova liderança":


"A Heineken chegou a um estágio em que uma transição na liderança melhor servirá à empresa na execução de suas ambições de longo prazo", disse van den Brink em comunicado, acrescentando que permanece totalmente focado na execução dessa estratégia até sua saída.


As cervejarias têm lutado para vender mais cerveja. Especificamente a Heineken, a marca ficou para trás em relação aos concorrentes em áreas como eficiência de custos e retorno para os investidores.


Preocupações com o surgimento de novos concorrentes, o aparecimento de medicamentos para perda de peso que podem afetar as vendas de alimentos e bebidas, e a mudança de atitudes em relação ao consumo de bebidas alcoólicas, especialmente entre os mais jovens, também lançam dúvidas sobre o futuro do setor.


De acordo com a estratégia da empresa para 2030, o novo CEO terá a tarefa de redirecionar os recursos da Heineken para determinadas marcas e mercados, bem como atingir as metas de vendas, lucro e redução de custos.


Van den Brink liderou a Heineken através de uma série de interrupções em mercados-chave de crescimento, como Nigéria e Vietnã; uma reação negativa dos investidores devido a problemas com suas projeções futuras; aquisições significativas na Índia e na África do Sul e grandes esforços de reestruturação.


A Heineken enfrentou outros desafios únicos nos últimos anos, incluindo uma disputa de preços com varejistas europeus em 2025, que resultou na retirada de suas marcas das prateleiras de algumas lojas.


No Brasil


Em novembro, a Heineken inaugurou uma nova fábrica no Brasil, na cidade mineira de Passos. A "missão" da unidade é abastecer o mercado do sudeste com rótulos Heineken e Amstel.


Um mês depois, porém, a cervejaria fechou sua fábrica em Pacatuba, Fortaleza (Ceará). Foram demitidos cerca de 350 funcionários diretos e terceirizados como parte de uma estratégia de otimização e concentração de produção, transferindo as operações para outras unidades. O objetivo, segundo a empresa, é buscar ganhos de eficiência, "mantendo seu compromisso com o mercado brasileiro".


O Brasil é, desde 2019, o maior mercado consumidor da marca Heineken e do Grupo Heineken, em volume, no mundo. Também desde 2019, o CEO da empresa, no país é Mauricio Giamellaro. Ele ingressou na Heineken em 2012 como vice-presidente de vendas e distribuição.


A Heineken se posiciona no Brasil como principal desafiante da Ambev, líder do mercado no setor. A holandesa foca no segmento premium e mainstream de maior valor, enquanto a brasileira domina em volume total com marcas populares, mas perde espaço no premium, justamente para a Heineken.


Com Agência Reuters

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