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Sidra made in Rio é novidade refrescante do verão carioca

  • Foto do escritor: Sônia Apolinário
    Sônia Apolinário
  • há 5 horas
  • 3 min de leitura



Um fermentado de sumo de maçã, tão comum e apreciado em vários países, principalmente Inglaterra, França e Espanha, ainda é pouco conhecido no Brasil. Trata-se da Sidra (ou cidra) que, neste verão, na Cidade Maravilhosa, tem tudo para "causar".


Isso porque uma bebida artesanal, legítima made in Rio de Janeiro, começa a chegar no mercado local e já frequenta estabelecimentos da moda como restaurantes e sorveterias da zona sul carioca.



A Brett - Craft Cider é a primeira experiência no ramo de bebidas de Thomas Mattos. Aos 27 anos, economista por formação, ele se apaixonou pelo fermentado de maçã a tal ponto que largou tudo para se dedicar à sua produção.


- O que conhecemos como Sidra, no Brasil, não é, de verdade, Sidra. Não encontrei a bebida de qualidade por aqui. Então, percebi uma oportunidade - contou.


Há três anos, desde que voltou para o Brasil depois de uma temporada na França, ele só pensa em produzir Sidra. Primeiro, ele foi em busca de bons fornecedores. Encontrou em uma cooperativa gaúcha as maçãs que sonhava para fazer a Brett.


O segundo desafio foi decidir o local onde a produção pudesse ser feita. Se acertou com a tradicional cervejaria Pontal, de Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro.


Aqui vale um parênteses. As poucas iniciativas de produção de Sidra, no país, estão sendo feitas, principalmente, por cervejarias.


No caso da Pontal, que atende "ciganos", ou seja, produtores que não têm fábrica própria, coube à cervejaria ajustar os equipamentos para transformar a sidra idealizada por Thomas em realidade - um processo que durou um ano, praticamente, todo 2025.


Com 4,6% de teor alcoólico (mais baixo do que as cervejas que costumam ser consumidas nas praias), a Brett é uma bebida demi-sec, feita somente com o sumo de maçãs, sem adição de açúcar ou gás.


- Encontrar um equilíbrio no processo de fermentação para fazer uma bebida que não fosse nem doce, nem tão seca, também foi um desafio. Optei pelo demi-sec por acreditar que, dessa forma, ficaria mais fácil para beber o produto - explicou.



Comercializada em garrafas de 275 ml, vale abrir uma Brett na praia e beber no gargalo, mesmo - desde que bem geladinha. Em uma taça de vinho branco, a bebida já ganha outro "status".


Thomás aposta, ainda, na versatilidade da sidra como ingrediente para drinques. Segundo ele, a bebida pode perfeitamente substituir a vodka de uma Moscow Mule, o Prosecco no preparo de Aperol Spritz e o espumante de uma Mimosa.


Em alguns dos locais onde a Brett - Craft Cider já faz parte da carta de bebidas, alguns coquetéis estão sendo criados com exclusividade, com a utilização da sidra.


Foi com a Junta Local que Thomas chegou com sua bebida ao mercado carioca - ele segue participando da feira; depois emplacou a Brett no portfólio da Cepage (loja que só trabalha com vinhos orgânicos e biodinâmicos); no cardápio do bistrô Eleninha (hype total no Rio de Janeiro) e nas unidades da sorveteria (artesanal) Momo.


Até o momento, a sidra made in Rio está disponível em 15 pontos de venda, somente no mercado carioca.


- Meu próximo desafio é romper a má fama que a sidra tem no país - disse ele.

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