Documentário mostra elos entre a cidade de Itacoatiara, no Amazonas, e o bairro de Niterói
- Sônia Apolinário

- 18 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

Chama-se Itacoatiara o terceiro município mais populoso do estado do Amazonas. A cidade, fundada em 1760, é a segunda maior economia do estado e faz parte da Região Metropolitana de Manaus. A localidade é um dos maiores destinos turísticos na região Amazonas por conta de suas praias, lagos e igarapés nas suas proximidades, além do “turismo de selva” explorado por hotéis espalhados pelas matas.
Será que essa Itacoatiara tem alguma relação com a Itacoatiara niteroiense? A reposta pode ser encontrada no documentário “Itacoatiaras” que será exibido na quarta-feira (19), às 19h30, no CineArte UFF, em Icaraí.
Dirigido por Sérgio Andrade e Patricia Goùvea, o filme traça uma “investigação sensorial” entre dois lugares separados por cerca de 300 KM — Itacoatiara, no Amazonas, e Itacoatiara, em Niterói.
Itacoatiara, Manaus, AM
Itacoatiara, Niterói, RJ
“Unidas por um nome ancestral e por histórias apagadas de povos originários, essas paisagens revelam feridas abertas pela colonização, pela especulação imobiliária e pela degradação ambiental. Mas também são portais de resistência e memória. As pedras falam — e é tempo de escutá-las”, diz texto de apresentação do documentário.
“Itacoatiaras” faz parte da programação da primeira edição do “Visões do Mar: Festival Internacional de Documentários de Niterói”. Até domingo (23), serão exibidos 40 filmes, em diferentes locais da cidade: sala Nelson Pereira dos Santos, Macquinho Cultural, Quilombo do Grotão, Museu de Arqueologia de Itaipu, Casa Doc, Ecomuseu Sueli Pontes, colônia de pescadores da Prainha de Piratininga, além do CineArte UFF.
O festival recebeu 250 inscrições vindas de 16 países. 52% dos filmes foram dirigidos por mulheres; 30% por diretores negros; 8% por pessoas LGBTQIA e 5% por diretores indígenas.
Os filmes foram distribuídos em mostras temáticas, que colocam o oceano no centro das histórias. São elas: O mar e o maretório como bioma; o mar como espaço sagrado; como provedor da segurança alimentar; como espaço de superação e cura; como espaço de memória; e o mar como espaço de ciência e educação.
- A cidade de Niterói, marcada por seu litoral e suas comunidades costeiras, é o porto perfeito para a chegada de tantas histórias de luta e preservação dos oceanos em diferentes lugares do mundo, de diversas cidades brasileiras – afirmou Ellen Francisco, produtora executiva do Festival.
A atração conta com o apoio institucional da Niterói Film Commission (NFC), responsável por facilitar e fomentar produções audiovisuais na cidade, e com o suporte do NAV – Programa Niterói Audiovisual - política pública permanente da Prefeitura de Niterói voltada ao fortalecimento da cadeia criativa e produtiva do setor.
A programação completa do festival e onde assistir os documentários, veja aqui












































Comentários