• Chico Junior

No Vale do Café e na serra, veja como as delícias são produzidas


Por conta da pandemia de Covid-19, muitos produtores que costumavam abrir suas produções à visitação do público, “fecharam” as portas. Felizmente, aos poucos, esses produtores começam a receber visitantes, que podem ver, por exemplo, como se produz café no Vale do Café, mel e queijos em Nova Friburgo, queijos em Valença, conservas, geleias e doces em Secretário (Petrópolis). E o que é melhor: provar e comprar in loco essas delícias.


“Estamos prontos e recomeçando com as visitas”, diz Edinaldo Vasconcelos, do Capril Rancho Grande, que produz em Nova Friburgo queijos de cabra e um simplesmente delicioso doce de leite de cabra, em duas versões: tradicional e com café.


“Destinamos sextas, sábados e domingos para as visitas, desde que previamente agendadas”, diz.


“Temos um local próprio para a primeira parada (deixar bolsas, pertences etc) e tomar água ou refresco.


Em seguida, são apresentados o laticínio e seus anexos. De lá, caminha-se para o capril, onde os visitantes têm contato com as cabras. As informações necessárias são transmitidas, dúvidas sanadas. Em seguida, vamos ao espaço de degustação, onde os produtos são apresentados, degustados e oferecidos à venda. Temos, também, alguns produtos da região para oferecer, além dos nossos”, explica Edinaldo. Ainda em Friburgo, o Apiário Amigos da Terra e o seu anexo Museu do Mel já estão de portas abertas para receber os visitantes, que podem, inclusive, devidamente paramentados, conhecer de perto as colmeias de onde saem os méis de vários sabores: silvestre, assa-peixe, eucalipto e laranjeira. No Museu do Mel o visitante tem uma verdadeira aula sobre a história e a produção de mel no Brasil e no mundo.


Sítio Humaytá


Quem também reabriu as portas em junho foi o Sítio Humaytá, tradicional produtor de conservas, geleias e doces em Secretário (Petrópolis).


“As visitas acontecem sempre no primeiro sábado do mês”, informa José Adolfo, que, ao lado do sócio Gilson Gomes, recebe os visitantes, que têm acesso à área de produção, com uma variada mesa de produtos para degustação.


Além de usar produtos da região na fabricação de suas “Delícias de Secretário”, a produção própria do sítio inclui laranja da terra, goiaba, limão e figo verde.


Rota do queijo


Em Valença, município que faz parte do Vale do Café, a atração é a Rota do Queijo, criada por David Nogueira “a partir da demanda dos produtores locais de queijos artesanais, que já tinham percebido a qualidade do produto de suas propriedades aliadas ao potencial turístico”.


Na Rota, realizada uma vez por mês, são visitados quatro produtores locais: Ecoleite, onde Mônica Florião e a filha Alana produzem queijos premiados e outros laticínios feitos com leite produzido seguindo as normas da agroecologia; Du’Vale Queijaria, uma propriedade que se destaca pela variedade de queijos finos e saborosos também premiados, curados numa sala encravada na rocha que circunda a propriedade; Latte Buono, do casal Mônica e Eduardo, referência no estado na produção de laticínios feitos com leite de búfala (queijos diversos, iogurte, manteiga, doce de leite, sorvete), cujo iogurte foi premiado na edição de 2015 do prêmio Maravilhas Gastronômicas do Estado do Rio de Janeiro; Capril do Lago, onde o casal Fabrício e Flávia produz queijos feitos com leite de cabra.


O passeio dura toda a manhã e a tarde, com pausa para um almoço mineiro feito em fogão a lenha, e termina no Empório Rural, loja de produtos regionais localizada na entrada da cidade.


Independentemente da Rota, todos os produtores recebem visitas previamente agendadas.


Café no Vale do Café


Como se sabe, na segunda metade do século XIX os municípios que hoje compõem o Vale Histórico do Ciclo do Café foram grandes produtores de café do estado, e do Brasil. Mas com a mudança da produção cafeeira para Minas Gerais e São Paulo, a região perdeu a importância econômica do café e, principalmente, perdeu os… pés de café.


Mas aos poucos, algumas das dezenas de fazendas históricas daquela época estão retomando a produção, com foco na produção de cafés especiais, feitos, principalmente, com o grão arábica. E, com foco também no turismo, abrem suas produções para visitação.


Como é o caso da Fazenda Florença, em Conservatória (Valença), que, abriga um hotel e um cafezal que, hoje, é o seu principal atrativo turístico.


Em Barra do Piraí, as fazendas Alliança Agroecológica, que, com 4.500 pés, produz café orgânico, e a Taquara (20 mil pés), também estão abertas à visitação.


Para se conhecer um pouco da história do café, o destino certo é a fazenda São Luiz da Boa Sorte, em Vassouras, que tem um pequeno cafezal mas abriga o Museu do Café.


Contatos

• Apiário Amigos da Terra / Museu do Mel. Tel: (22) 2529-4182 / (22) 2529-4333 /

(22) 99272-1132.

• Capril do Lago. Tel: (24) 99868-2332

• Capril Rancho Grande.

Tel: (21) 99853-5359

• Du’Vale Queijaria. Tel: (24) 99239-4627

• Ecoleite. Tel: (21) 99133-9629

• Fazenda Alliança Agroecológica.

Tel: (24) 98807-6146

• Fazenda Florença. Tel: (24) 2438-0124

• Fazenda São Luiz da Boa Sorte / Museu do Café. Tel: (24) 99991.1234

• Fazenda Taquara. Tel: (24) 99919-8567

• Latte Buono. Tel: (21) 99726-7696 /

(21) 99403-2251

• Rota do Queijo. Tel: (24) 99875-4824

• Sítio Humaytá. Tel: (24) 98823-1500 / (24) 2228-2060 / (24) 2228-2046 /

(24) 98813-5200


Matéria publicada originalmente na revista Rio Já

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