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Em votação relâmpago, Douglas Ruas (PL) se torna presidente da Alerj e pode assumir o governo do estado até a eleição indireta

  • Foto do escritor: Sônia Apolinário
    Sônia Apolinário
  • há 15 horas
  • 2 min de leitura

Alerj
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O deputado estadual Douglas Ruas (PL) foi eleito nesta quinta-feira à tarde como novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ele foi o único a concorrer.


A votação foi convocada no fim da manhã pelo então presidente em exercício da Alerj, Guilherme Delaroli (PL). Do total de 70 deputados da casa, 47 estavam presentes na hora da votação. Ruas foi eleito com 45 votos.


Como novo presidente da Alerj, ele assume como governador interino do estado até que haja uma eleição indireta para um "mandato-tampão".


É "mandato-tampão" porque em outubro tem eleições diretas para escolher os novos governador e vice do estado.


Nesse momento, Ruas é apontado como o preferido, pelos seus pares, para vencer a eleição indireta da Alerj. Ele seria, mais uma vez, o único candidato a participar do pleito.


Como governador-tampão, ele pode disputar, em outubro, o cargo de governador do estado. E faria isso de posse da máquina pública.


Em fevereiro, o PL já tinha lançado o nome de Ruas como pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro. No mesmo momento, definiu que o então governador Claudio Castro iria concorrer a uma vaga no Senado. Ele, porém, se tornou inelegível.


A eleição de Ruas como presidente da Alerj foi boicotada e questionada judicialmente pela oposição.


Rio acéfalo


Na última segunda-feira (23), o então governador Claudio Castro (PL) renunciou ao mandato sob alegação de que seria pré-candidato ao Senado nas eleições de outubro.


No dia seguinte, porém, ele foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição de 2022. Com a decisão, Castro se tornou inelegível pelo prazo de oito anos, a contar do pleito de 2022. Dessa forma, o ex-governador está impedido de disputar eleições até 2030.


O cargo de vice-governador está vago desde maio de 2025 quando o então ocupante do cargo, Thiago Pampolha (União Brasil), renunciou para assumir uma vaga como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).


O terceiro na linha sucessória do poder do estado é o presidente da Alerj. O cargo também está vago porque Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi afastado da presidência por decisão do Supremo Tribunal Federal. Ele é suspeito de envolvimento com o ex-deputado TH Joias, que por sua vez é suspeito de intermediar compra de armas para uma facção criminosa do Rio. Bacellar teve seu mandato cassado pelo TSE.


O comando interino do estado acabou no colo do presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto de Castro. Caberá a ele conduzir o processo da eleição indireta para a escolha dos novos governador e vice.


Com informações do G1



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