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Rio de Janeiro terá eleição indireta para governador e vice

  • Foto do escritor: Sônia Apolinário
    Sônia Apolinário
  • há 17 horas
  • 3 min de leitura

O Palácio Guanabara, em Laranjeiras, é a sede do governo do Rio de Janeiro
O Palácio Guanabara, em Laranjeiras, é a sede do governo do Rio de Janeiro


Com os principais cargos de comando do estado do Rio de Janeiro vagos por conta de renúncias e condenações, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deliberou que seja realizada eleição indireta para um mandato tampão de governador e vice-governador do Rio de Janeiro. Este ano, em outubro, haverá eleições diretas para a escolha dos mandatários.


Na eleição indireta, caberá aos deputados com assento na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro a escolha dos novos governador e vice. Na linha sucessória, um dos papéis do presidente da Alerj é assumir a vaga de governador. Isso, porém, não será possível porque o ocupante foi preso, afastado do cargo, teve o mandato cassado e, atualmente, usa tornozeleira eletrônica.


Rio acéfalo


Na última segunda-feira (23), o então governador Claudio Castro (PL) renunciou ao mandato sob alegação de que seria pré-candidato ao Senado nas eleições de outubro.


No dia seguinte, porém, ele foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição de 2022. Com a decisão, Castro se tornou inelegível pelo prazo de oito anos, a contar do pleito de 2022. Dessa forma, o ex-governador está impedido de disputar eleições até 2030.


O cargo de vice-governador está vago desde maio de 2025 quando o então ocupante do cargo, Thiago Pampolha (União Brasil), renunciou para assumir uma vaga como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).


O terceiro na linha sucessória do poder do estado é o presidente da Alerj. O cargo também está vago porque Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi afastado da presidência por decisão do Supremo Tribunal Federal. Ele é suspeito de envolvimento com o ex-deputado TH Joias, que por sua vez é suspeito de intermediar compra de armas para uma facção criminosa do Rio. Bacellar teve seu mandato cassado pelo TSE.


O comando interino do estado acabou no colo do presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto de Castro. Caberá a ele conduzir o processo da eleição indireta para a escolha dos novos governador e vice.


Ricardo Couto de Castro, atual governador em exercício do Rio de Janeiro
Ricardo Couto de Castro, atual governador em exercício do Rio de Janeiro

Eleição indireta


O governador em exercício, Ricardo Couto, tem até esta quarta-feira (26) para convocar a eleição indireta, que deverá ser realizada em até 30 dias.


Na eleição indireta, o novo governador e vice serão escolhidos pelos 70 deputados estaduais da Alerj, em votação secreta, em sessão extraordinária. Para vencer em primeiro turno, a chapa precisa obter maioria absoluta, ou seja, pelo menos 36 votos.


Caso nenhum candidato atinja esse número, é realizado um segundo turno entre os dois mais votados, vencendo quem obtiver a maioria simples dos votos. Após a definição do resultado, a posse do governador eleito deve ocorrer em até 48 horas.


Ocupantes da Alerj


Com a cassação do mandato de Rodrigo Bacellar, o Tribunal Superior Eleitoral determinou a retotalização imediata dos votos para deputado estadual do Rio de Janeiro. Isso mexe nas peças que subirão ao tabuleiro das próximas eleições indiretas para a escolha de governador e vice do estado.


Isso porque, além de Bacellar, outros deputados podem perder o mandato. Na retotalização há anulação dos votos destinados ao então presidente da Alerj. Com isso, muda-se o cálculo eleitoral que definiu quais candidatos foram puxados.


Sem contar que TH Joias, preso desde setembro do ano passado, também teve seu mandato cassado.


Diante desse quadro, o governador em exercício já se manifestou que, antes de convocar eleições indiretas, será necessário esperar a diplomação e posse dos novos deputados até para que seja escolhido, antes, o novo presidente da Alerj


Apostas


Nos bastidores, as apostam, neste momento, citam Douglas Ruas como forte candidato ao cargo de governador do Rio de Janeiro. Ele é policial, filiado ao PL e filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson, também do PL. Ruas estava licenciado da Alerj porque assumiuo cargo de secretário estadual das Cidades do Rio de Janeiro, mas "voltou para casa" no último dia 20.


E pensar que Thiago Pampolha chegou a romper com Claudio Castro por ter sido preterido pelo então governador como seu sucessor, nas próximas eleições. A escolha de Castro recaiu em Bacellar. A vaga no TCE foi uma espécie de "prêmio de consolação", mas, diante da atual situação do Rio e dos aliados de Castro, pode ser chamada de livramento, mesmo.

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