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Aquecimento do mercado de construção atrai uma das maiores lojas de materiais para a Niterói-Manilha

  • Foto do escritor: Sônia Apolinário
    Sônia Apolinário
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

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Aumento de empregos na construção civil e de obras de habitação e reformas, que rendem, por tabela, demanda pelo surgimento de pequenos empreiteiros. Foi por conta dessa conjugação de fatores, que uma das maiores lojas de materiais de construção do país acabou de se instalar em São Gonçalo.

 

A Obramax abriu as portas da sua 11ª operação na Niterói-Manilha, na altura de Gradim (Rua Visconde de Itaúna, 545). A aposta na região é alta. A nova loja tem 16 mil m² de área construída em um terreno de 31 mil m² e representou um investimento do grupo de R$ 140 milhões.

 

No local estão disponíveis 16 mil itens para pronta entrega. Além de atender o consumidor final, o público da loja é formado, principalmente, por pedreiros, mestres de obras, pequenos lojistas e autoconstrutores que, segundo os executivos do grupo, indica uma tendência de mercado marcada pela descentralização das grandes construtoras e pelo fortalecimento do empreendedorismo na construção civil.

 

O aquecimento do setor de habitação é um dos principais indicativos de que a economia de uma determinada região vai bem, obrigada. Para abrir a sexta unidade da rede, no estado do Rio de Janeiro, a Obramax mirou uma região que apresentasse alta concentração de profissionais da construção civil, adensamento habitacional relevante e boa infraestrutura logística. Encontrou tudo isso no eixo Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, além de Maricá.

 

Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) projetou um crescimento para o setor da construção civil em 2025. A expectativa é de um avanço de 2,3% no ano.


Como um todo, o mercado fluminense de imóveis teve um aumento de 54,3% no número de lançamentos, de janeiro a setembro de 2024. No mesmo ano, só na capital, registrou mais de 10.700 novas vagas formais na construção civil, evidenciando a vitalidade do setor e a perspectiva positiva para os próximos anos.

 

Em São Gonçalo, as atenções estão sendo voltadas, principalmente, para Alcântara.

 

Em Niterói,  33 empreendimentos estão em fase de construção, atualmente, com previsão de até 30 lançamentos pelos próximos 12 meses. Contas feitas pelo setor indicam que, no município, o segmento da construção civil vai movimentar R$ 2,1 bilhões na economia e promover a geração de 30 mil empregos, diretos e indiretos, até 2027. A expectativa é que 2025 se equipare ao melhor momento do setor na cidade, que foi registrado em 2012, com 37 lançamentos.

 

Em Itaboraí, a volta do Comperj, agora rebatizado como Complexo de Energias Boaventura, deu novo ânimo para a região, após 16 anos de paralisação. E está por trás da onda de otimismo e obras na região.


Obramax no Gradim, em São Gonçalo
Obramax no Gradim, em São Gonçalo

Levantamento


Estudo realizado pela própria Obramax, a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, FGV-Ibre, Câmara Brasileira da Indústria da Construção, além de consulta a profissionais da área apresentou os seguintes resultados:

 

Perspectivas para 2025

 

Os profissionais do setor estão confiantes em relação ao futuro: 37,1% esperam realizar um número de obras muito maior em 2025 do que em 2024, enquanto outros 34,1% acreditam em um aumento um pouco maior.


Quanto às áreas com maior potencial de crescimento, o destaque fica para os imóveis residenciais, apontados por 42,5% dos participantes como o segmento que mais deve crescer no próximo ano.


Quem é o pedreiro brasileiro?


Segundo pesquisa do Salário.com.br, o perfil do pedreiro brasileiro consiste em homens de 36 anos que trabalham 44 horas semanais, possuem ensino médio completo e trabalham para empresas do segmento de construção de edifícios.


Ao analisar os dados de contratações formais com registro em carteira e regime de trabalho integral, foi observado um crescimento de 6,13% na comparação entre os meses de junho de 2024 e maio de 2025.


Um pedreiro executa trabalhos em alvenaria, concreto e outros materiais sempre guiados por desenhos, plantas, esquemas e especificações, utilizando processos e instrumentos para o trabalho do dia a dia. Para se tornar pedreiro, normalmente um profissional começa trabalhando como ajudante em obras.


Pedreiros são os profissionais mais difíceis de encontrar, segundo 82% das empresas, seguidos por carpinteiros (79%), mestres de obras (75%) e encarregados de obra (70%). A recuperação do setor, impulsionada por programas como o Minha Casa Minha Vida, ampliou a demanda por profissionais, mas a oferta não acompanhou o ritmo, agravando o problema.

 

Quem é a mulher pedreira?


Já o perfil destas profissionais é diferente dos homens. São mulheres pretas, periféricas e chefes de família que fazem bicos informais.


Segundo dados recentes do Painel da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), de 2023, a presença feminina na construção civil tem apresentado crescimento expressivo.

 

Desde 2006, o número de mulheres com carteira assinada no setor aumentou 184%. Dados mais recentes do CAGED, de 2024, também reforçam essa tendência: 20,2% das 110.921 vagas criadas no setor no ano passado foram ocupadas por mulheres, um avanço em relação aos 14,6% registrados em 2023.

 

 

 

 

 

 

 

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