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Yarun traz de volta suas cervejas selvagens para o Mondial e promove workshop no Rio

  • Foto do escritor: Sônia Apolinário
    Sônia Apolinário
  • 8 de set. de 2025
  • 3 min de leitura



Uma das novidades do Mondial de la Bière do ano passado vai repetir a dose em 2025. O Coletivo Selvagem participa do evento mais uma vez, mas com a formação um pouco diferente.

 

O estande que reúne produtores de cerveja selvagem terá pela primeira vez a Marek, de Charqueadas (RS), além da Cozalinda, de Florianópolis (SC), e da Yarun de Cássia dos Coqueiros, na Região Metropolitana de Ribeirão Preto (SP).

 

Lupulinário conversou com Rodrigo Jardini, da Yarun, para saber as novidades da marca.

 

Para esta edição do festival cervejeiro , que será realizado de 11 a 14 de setembro, no Rio, a cervejaria “renovou” em 80% os rótulos a serem apresentados para o público. Cinco deles estarão em garrafa e outros quatro somente em chope. O destaque, segundo Jardini, é o Meliponina (6,3%).

 

Trata-se de uma Saison produzida com ingredientes de pequenos produtores de Cássia dos Coqueiros. A levedura usada foi isolada de mel de abelhas nativas das espécies Tubuna e Jataí. Faz parte da receita cevada orgânica cultivada na fazenda Terra Límpida; o lúpulo, Saaz, é da Hops Mococa.

 

É exatamente o processo de produção dessa cerveja o tema do workshop que Jardini fará, no Brewteco Tijuca, no mesmo dia da abertura do Mondial.

 

- O processo dessa cerveja não é convencional, mas também não é um bicho de sete cabeças. Foram quatro ou cinco propagações que fizemos a partir da coleta do mel em uma seringa. Ao todo, a cerveja levou seis meses para ficar pronta. O resultado foi positivo, mas poderia não ter sido. Sorte também faz parte – contou ele, bem humorado.

 

Para conseguir repetir a cerveja, um pouco da colônia usada para propagar a levedura foi levada para um laboratório que ficou encarregado de analisar o material e guarda-lo.

 

O próximo passo será o laboratório fazer uma nova propagação da levedura para que outro lote de Meliponina seja produzido. Se resultar uma cerveja  com o mesmo perfil sensorial do primeiro lote, o rótulo deixa de ser sazonal para se tornar de linha.

 

Jardini brincou que o projeto é uma mistura de cientista maluco com cervejeiro. E aguarda com curiosidade o feedback do público do Mondial.

 

Segundo ele, ano passado, dentre os seus rótulos, o preferido do público foi a Grumixama Cereja (mixed-culture Brett Beer). Sendo assim, ela está de volta nesta edição do evento.

 

A Yarun é especializada em cervejas ácidas complexas e kombuchas não alcoólicas. Suas receitas valorizam o terroir da região da Alta Mogiana. A marca surgiu em 2021. Nos últimos cinco anos, Jardini trabalhou como cervejeiro na Tarantino (SP). Agora, porém, está integralmente a serviço da Yarun. O objetivo é fazer com que a marca seja mais encontrada no mercado.

 

- O mercado está se transformando. Operar de forma lucrativa a longo prazo é o grande desafio – disse ele explicando que Yarun significa selvagem em Tupi-Guarani.

 

Na sua opinião, o sucesso do Coletivo Selvagem no Mondial explica-se, em grande parte, pelo fato do tipo de cerveja que o grupo faz não ser feita no Rio de Janeiro, ou seja, é uma bebida difícil de encontrar não só na cidade, como no estado. E é no mercado do Rio que ele pretende que seus rótulos estejam mais presentes.

 

O stand da Yarun será abastecido da seguinte forma:


Matcha Lavanda (4,4%) - Specialty Saison

Cabreúva Saison (4%) - Brett Beer

Meliponina (6,3%) - Wild Beer

Manipueira Cacau (5,7%) - Wild Beer

Brett Malbec (7,3%) - Fruited Brett Beer

Manipueira (5,7%) - Wild Beer

Guaiaba Tonka (6,1%) - Mixed-Culture Brett Beer

Brett Lorena (7,3%) - Mixed-Culture Brett Beer

Grumixama Cereja (6,3%) - Mixed-Culture Brett Beer

 

 Workshop

 

Estudo de caso: produzindo cervejas selvagens, da captura ao copo

com Rodrigo Jardini, da Yarun Fermentados

 

Nesta aula especial, conduzida por Rodrigo Jardini, da Yarun Fermentados, um dos maiores especialistas em fermentação selvagem no Brasil, será explorado  como a biodiversidade brasileira abre um leque quase infinito de possibilidades para criar bebidas e alimentos únicos. Além do conteúdo teórico, a experiência será acompanhada de degustações exclusivas, que revelam na prática como a natureza pode se expressar no copo e no prato.

 

Data: 11 de setembro, das 18h30 às 22h

Local: Brewteco Tijuca - Avenida Maracanã, 782

Valor: R$ 75

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