Uma ilha no cobiçado estreito de Ormuz, no Irã, é um dos 50 lugares mais bonitos do mundo, segundo ranking Time Out
- Sônia Apolinário

- há 1 minuto
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Em mais um dos seus tradicionais rankings, a "descolada" revista inglesa "Time Out" elaborou, recentemente, a lista dos 50 lugares mais bonitos do mundo. Desse levantamento, faz parte a Ilha de Ormuz, no cobiçado estreito de Ormuz, no Irã.
Conforme explicou a revista, o ranking "é totalmente subjetivo e de forma alguma exaustivo". Porém, segundo a publicação, cada local citado "vale a pena a viagem para ver (suas belezas) com seus próprios olhos".
A revista informou que a lista, de periodicidade anual, foi atualizada no último mês de março. Dias antes, em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irã que fez com que o estreito de Ormuz se tornasse ainda mais estratégico (e perigoso).
Por conta da guerra, o estreito foi fechado. Por essa via marítima - que conecta os produtores de petróleo do Oriente Médio com os principais mercados da região da Ásia-Pacifico, Europa e América do Norte - passa cerca de um quinto do consumo mundial de petróleo.
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Nessa região comercialmente cobiçada fica a ilha que ocupou a 50ª colocação do ranking de lugares mais bonitos do mundo. O primeiro lugar ficou para os Picos da Europa, na Espanha. O Brasil não foi citado nessa lista.
"Ao pisar nesta ilha em forma de lágrima, na costa do Irã, testemunhando o pôr do sol no horizonte e a cúpula de sal ganhar vida numa sinfonia deslumbrante de vermelhos, amarelos e laranjas – cortesia de mais de 70 minerais encontrados aqui – senti que estava presenciando a plenitude da vida e a arte da natureza. Esta pouco conhecida "ilha arco-íris" é uma terra de cavernas de sal cintilantes e praias de tons carmesim, onde uma montanha vermelho-rubi projeta um brilho carmesim de outro mundo sobre a costa e as ondas. O solo vermelho daqui, chamado gelack, é usado na culinária local como tempero em molhos e caril. Onde mais no mundo se encontra um solo tão bonito que é bom o suficiente para comer?", escreveu sobre a Ilha de Ormuz um colaborador da revista.
Majara Residence , Praia Ocre, Vale Arco-íris
Ilha de Ormuz

Com 42 Km2, a ilha de Ormuz é um círculo quase perfeito, encaixado nas águas azuis do Golfo Pérsico. Numa ponta da ilha – a única – ficam as ruínas de um forte português.
Ormuz faz parte de um conjunto de sete ilhas - junto com Abu Musa, Grande Tunb, Pequena Tunb, Hengam, Qeshm e Larak - que forma a “arquitetura de defesa” do Irã.
Situada a 8 km da costa iraniana, Ormuz se destaca por ser conhecida como a "joia geológica do Golfo Pérsico". É justamente por conta da sua geologia que é chamada de "ilha arco-íris" por "exibir" riachos de cor ocre, praias vermelhas e cavernas de sal multicoloridas.
A origem da Ilha de Ormuz remonta a centenas de milhões de anos. Na Antiguidade, os gregos a chamavam ilha de Organa. Durante o período islâmico, o nome mudou para Jarun.
O nome Ormuz surgiu mais tarde, por conta de uma importante cidade portuária no continente, a cerca de 60 km dali. Essa cidade foi capital de um pequeno principado que controlava os dois lados do estreito e deu origem ao nome que a Ilha de Ormuz carrega até hoje.
Em 1507, Afonso de Albuquerque, então segundo governador da Índia portuguesa, conquistou a Ilha de Ormuz. A partir de então, Ormuz passa a desempenhar um papel de entreposto na rota das especiarias dos lusitanos e passou a integrar o Império Português.
Em 1622, uma aliança entre persas e ingleses retomou o controle da Ilha de Ormuz e pôs fim ao domínio português no Golfo Pérsico.
De "herança" do período português ficou o Forte de Nossa Senhora da Conceição (foto abaixo), construído com pedra vermelha, na ponta norte da ilha.

Quando essa matéria foi publicada, o Estreito de Ormuz tinha voltado a ser fechado, após algumas horas reaberto, sob comando do Irã. A abertura da via marítima aconteceu por conta de um cessar-fogo negociado com os Estados Unidos. Porém, como Israel continuou bombardeando o Líbano, o Irã voltou a fechar a passagem porque exige que o cessar-fogo envolva todas as frentes de batalha - Líbano e Faixa de Gaza, além do Irã.
Não há notícias de "respingos" da guerra na Ilha de Ormuz que tem cerca de 7 mil habitantes e recebe, anualmente, 50 mil turistas.
Confira o ranking
1. Picos da Europa, Espanha
2. Parque Nacional de Komodo, Indonésia
3. Biblioteca do Museu Morgan, EUA
4. Vale do Douro, Portugal
5. Big Sur, EUA
6. Ullswater, Inglaterra
7. Cidade Velha da Bolonha, Itália
8. Capo Testa, Sardenha
9. Cataratas Vitória, África
10. Vale Punakha, Butão
11. Catedral de São João, Malta
12. Ilha Disko, Groenlândia
13. Brecon Beacons, País de Gales
14. Anfiteatro Red Rocks, EUA
15. Choquequirao, Peru
16. Nova Floresta, Inglaterra
17. Hà Giang, Vietnã
18. Lakeland, Finlândia
19. Lillafured, Hungria
20. West Cork, Irlanda
21. Altiplano, Bolívia
22. Grande Mesquita Sheik Zayed, Abu Dhabi
23. Sky Lagoon, Islândia
24. Lagos Plitvice Parque Nacional de Dakhla, Croácia
25. Terras Altas, Escócia
26. Dakhla, Saara Ocidental
27. Baía de Kotor, Montenegro
28. Geoparque Nacional de Zhangye, China
29. Rio Storms, África
30. Rocha do Elefante, Islândia
31. Lagoa Bacalar, México
32. Parque Nacional Stelvio, Itália
33. Ilha Lord Howe, Austrália
34. Janjske Otoke, Bósnia e Herzegovina
35. Erg Chebbi, Marrocos
36. Rocha das Três Baleias, Tailândia
37. Baía Paraíso, Antártica
38. Milford Sound, Nova Zelândia
39. Koh Rong Samloem, Camboja
40. Ella, Sri Lanka
41. Parque Nacional da Ilha Maria, Tasmânia
42. Buraco Azul de Ocho Rios, Jamaica
43. Puglia, Itália
44. Praia Cavendish, Canadá
45. Geleira Perito Moreno, Argentina
46. Kinkaku-ji, Japão
47. Praça Registan, Uzbequistão
48. Savannah, EUA
49. Jaipur, Índia
50. Ilha de Ormuz, Irã
Com informações do site Mar Sem Fim





































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