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Livro reúne memória, crônica musical e ficção para recriar a Lapa carioca dos anos 1940

  • Foto do escritor: Sônia Apolinário
    Sônia Apolinário
  • 24 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura


Um romance em que a música é fio narrativo e o bairro da Lapa é personagem. Assim, João Carino descreve seu livro “Zezinho de Nervina” (Muriqui Livros), recém-lançado em Niterói.

 

Zezinho é um típico malandro do boêmio bairro carioca, eternizado em várias músicas. Na obra de Carino, ele é herói e malandro, soldado e contador de histórias – e atravessa tempos e lugares com a mesma ginga de quem dança um samba.

 

Do interior de Alagoas às trincheiras da Segunda Guerra, das cartas à mãe às noites de boemia no Rio, sua trajetória mistura bravura, paixão e invenção. Verdade ou lenda?

 

- Quis escrever um romance que juntasse afeto e memória musical, onde a fronteira entre realidade e invenção é menos um muro e mais um samba: a gente dança por cima – afirmou  Carino que é quase uma enciclopédia musical.

 

Fundador do Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB), mantém no site immub.org a maior catalogação de discos já feita no país. Além disso, desde 2011, é gestor do Programa Aprendiz Musical da rede municipal de ensino de Niterói.

 

O romance é uma viagem por histórias, mistérios e encantos de um herói malandro, filho da boemia e da imaginação. Na Lapa dos anos 1940, o malandro não se vestia: apresentava-se. De terno branco, sapato bicolor e olhar de quem sabia mais do que dizia. Era estilo, era código, era vida vivida no compasso do samba. É nesse espírito que o romance convida o leitor a percorrer memórias, cartas e canções que moldaram um Rio de Janeiro eterno.

 

Segundo o autor, “Zezinho de Nervina recompõe, com lirismo e ritmo, a trajetória de um anti-herói terno”.

 

- É um romance sobre coragem, afeto e invenção. Cada história de Zezinho é puro encantamento; uma celebração da vida, da música e da força de quem nunca deixou de sonhar – disse o autor, um carioca de Laranjeiras apaixonado por Niterói, que assinou a produção de mais de cinquenta discos, entre eles, trabalhos de Elizeth Cardoso, Chico Buarque, Raphael Rabello, Ivan Lins e Beth Carvalho.

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