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Chega às livrarias o 2º volume da biografia "Lula"

  • Redação
  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

Cinco anos após o lançamento do primeiro volume, chega às livrarias a segunda parte de "Lula", biografia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, escrita por Fernando Morais. O projeto prevê um terceiro e último volume.


Neste segundo, o autor reconstitui os anos finais da ditadura até a vitória do ex-líder sindical em 2002 como o primeiro presidente operário da história do Brasil.


A partir de informações inéditas, Morais aborda o esgotamento da ditadura, o movimento das Diretas Já, o embate de Lula com Fernando Collor nas eleições de 1989, o Plano Real de FHC e culmina na vitória das eleições presidenciais em 2002.


O livro também aprofunda bastidores políticos e relações que marcaram a consolidação de Lula como liderança nacional. Entre os relatos, estão episódios como a conversa com Fidel Castro, em 1982, quando foi incentivado a seguir na vida política, além de articulações com diferentes setores, incluindo diálogos com lideranças de outros partidos. A obra ainda aborda a dinâmica interna do Partido dos Trabalhadores (PT), incluindo crises e disputas que moldaram a trajetória da legenda, além de divergências com o próprio campo político da esquerda .


O livro reúne entrevistas com personagens que estiveram próximos ao presidente e também com críticos, compondo um panorama amplo do período.


Para a realização da biografia, desde 2011, Fernando Morais ganhou acesso direto, franco e frequente a Lula. "A essas dezenas de horas de depoimentos, somou o faro de repórter e a prosa cativante para compor projeto biográfico que traz um painel do personagem em toda sua grandeza e complexidade", informou a editora em apresentação da obra.


No segundo volume, ao longo de 352 páginas, Morais mantém o estilo narrativo do primeiro, com uso de recuos e avanços cronológicos para "manter um ritmo eletrizante" da história.


O primeiro volume, que teve mais de 100 mil exemplares vendidos, vai da infância de Lula até o anulamento de suas condenações, em 2021 -- passando pelo novo sindicalismo, as greves do ABC, a fundação do PT e a sua primeira campanha eleitoral - a disputa ao governo de São Paulo, em 1982.


Até o momento, não há previsão de data de lançamento da última parte da trilogia.


O autor


“Estou convencido de que, mesmo antes do quarto mandato, o presidente Lula já ocupa o papel de político mais importante que tivemos desde a Proclamação da República”, afirmou Fernando Morais em entrevista ao site Brasil de Fato e segue:


"Tenho uma expectativa subjetiva, baseada na interpretação do comportamento dele nos três mandatos, de que este quarto mandato — que estou certo que ele ganhará este ano — será a escolha da porta da história pela qual ele quer entrar. Será o seu último mandato; ele não poderá mais se candidatar e deixará a presidência com 85 anos. O julgamento que a história fará de Lula certamente se concentrará neste último período”.


Mineiro de Mariana, o jornalista Fernando Morais trabalhou no "Jornal da Tarde", na revista "Veja" e em várias outras publicações da imprensa brasileira. Recebeu três vezes o prêmio Esso e quatro vezes o prêmio Abril de jornalismo.


Foi deputado (1979-87) e secretário da Cultura (1988-91) e da Educação (1991-93) do estado de São Paulo.


É autor de, entre outros, "A ilha", "Cem quilos de ouro", "Olga", "Os últimos soldados da Guerra Fria", "Corações sujos" e "Chatô" todos publicados pela Companhia das Letras.

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