Dia de São Patrício. E nós com isso?
- Sônia Apolinário

- 17 de mar.
- 3 min de leitura

Em 17 de março é comemorado o dia de São Patrício, o padroeiro da Irlanda. A cada ano, a data vem sendo cada vez mais celebrada no Brasil, não pelo seu caráter religioso, mas etílico. Ao longo dos anos, o dia que reverencia a morte de St. Patrick passou a ser associado a consumo de chope verde.
Afinal, qual a relação entre St. Patrick e chope verde? Nenhuma, apenas marketing inventado pelos Estados Unidos, é claro.
Originalmente, os irlandeses comemoravam a data promovendo caminhadas com as pessoas vestidas em trajes verde e branco – duas das três cores da bandeira do país. Esse movimento deu origem a festivais. E como se trata de Irlanda, a cerveja passou a fazer parte da festa. Mais precisamente, a Guinness, criada em 1759, em Dublin, a capital irlandesa. E como se trata de uma Stout, sua cor é escura, jamais verde.
Gotas de marketing
O chope verde entra na história via Estados Unidos, no início do século 20. A ideia era reforçar um dos marketings do dia de St. Patrick, que é o uso da cor verde.
No final, o tal chope verde é um chope comum (geralmente pilsen) que fica verde após receber gotas de corante alimentar.
Dicas
Para entrar no clima de São Patrício, #ComuniC dispensa o chope verde, mas dá três dicas.
1 - Irish Car Bomb
Quer beber algo típico irlandês? Uma opção certeira é o tradicional drinque Irish Bomb Shot. Na verdade, o nome mais comum dessa bebida é Irish Car Bomb. Porém, é cada vez menos recomendado pedir o drinque dessa forma.
Isso porque o termo "carro bomba" remete aos atentados que aterrorizaram a Irlanda, atribuídos ao Exército Republicano Irlandês (IRA) ou, mais recentemente, ao Novo IRA. O objetivo do grupo terrorista era separar a Irlanda do Norte do Reino Unido.
Assim, o nome vem se tornando ofensivo para os irlandeses a ponto de barmen se recusarem a servi-lo. A bebida está sendo chamada de "Irish Slammer", "Irish Bomb Shot", "Car Crash" ou, simplesmente, "Irish Bomb". Confira como fazer:
Ingredientes:
Uma cerveja do estilo Stout (também pode utilizar Porter ou Munich Dunkel)
Uma dose de Jameson Irish Whiskey
Uma dose de licor Baileys Irish Cream.
Modo de preparo:
Em copo de shot: encher metade com o licor Baileys Irish Cream e completar com Jameson Irish Whiskey.
No Pint: coloque 3/4 de cerveja do estilo Stout; em seguida, jogue o copinho dentro dentro Pint.
Beber de uma única vez
2 - Stout
Se é para beber cerveja em homenagem a São Patrício que seja uma cerveja Stout. Afinal, o estilo será sempre bem-vindo quando o assunto é Irlanda. E não precisa ser, necessariamente, uma Guinness, marca que virou praticamente sinônimo de cerveja irlandesa. O mercado nacional tem várias.
Uma Irish Stout é uma cerveja preta com sabor tostado pronunciado, remetendo a notas de café com notas secundárias de chocolate amargo ou cacau. O final do gole pode ser seco ou com um leve dulçor tendendo para o caramelo. Essa é uma cerveja de carbonatação moderada que pode apresentar um carater um tanto cremoso - a Guinness, em lata, "força" essa cremosidade com a adição de nitrogênio. Em termos de teor alcoólico, é uma cerveja fácil de beber - terá, no máximo 4,5%. Porém, seu grau de amargor pode chegar a 45. A Guinness Draught é a representante clássica do estilo.
Mas existem outras Stouts: Sweet, Oatmeal, Tropical e Foreing Extra.
A Sweet Stout tem corpo mais cremoso e maior dulçor, muitas vezes, proveniente da adição de lactose. Teor alcoólico pode chegar a 6%.
Uma Oatmeal Stout leva aveia maltada para deixar a cerveja mais encorpada. O sabor vai para um café com creme, com um gole "aveludado". Teor alcoólico pode chegar a 5,9%.
A Tropical Stout é mimilar a uma Sweet Stout, mas com mais densidade. Esse estilo tem dulçor evidente, mas seguem remetendo a café ou chocolate. Pode ter açúcar ou outros adjuntos na receita. Teor alcoólico pode chegar a 8%.
Foreing Extra é uma Stout mais forte voltada para exportação. O teor alcoólico pode chegar a 8,% e o grau de amargor a 70.
3 - “House of Guinness”
A série disponível na Netflix conta a história da família Guinness. Com oito episódios, a trama começa em 1868, após a morte de Sir Arthur Benjamin Guinness, o patriarca criador da cervejaria. Com isso, o negócio cai no colo dos seus quatro filhos e herdeiros: Arthur (Anthony Boyle), Edward (Louis Partridge), Anne (Emily Fairn) e Ben (Fionn O'Shea).
A série mostra que sucesso não depende somente da tal da meritocracia e que, quando se trata de elite, vale o ditado: faça o que eu digo, não faça o que eu faço. “House of Guinness” foi idealizada pela socialite Ivana Lowell, descendente da família Guinness, e também produtora executiva da série.
Sláinte ("Saúde!")
































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