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Quintal da Clementina, nova casa de samba no Rio, tem DNA do tradicional Beco do Rato

  • Foto do escritor: Sônia Apolinário
    Sônia Apolinário
  • há 13 horas
  • 3 min de leitura

Fachada do Quintal da Clementina. Fotos: Divulgação
Fachada do Quintal da Clementina. Fotos: Divulgação


Um roda de choro com Silvério Pontes e outras duas de samba com Galocantô e Banda Clementina com participações de Marquinho Sathan, Nego Álvaro e Marina Íris. É com essa programação que uma nova casa de samba pretende dizer a que veio, no Rio.


Trata-se do Quintal da Clementina que abre suas portas no próximo sábado (5), na badalada Rua do Senado, no Centro da cidade.


No comando do novo espaço está Lucio Pacheco, do tradicional Beco do Rato, em sociedade com Marcio Ferreira, do também tradicional Samba Luzia, além do empresário Dinemar Mesquita. A proposta, segundo eles, é criar "um espaço de encontro, inspirado na tradição das rodas de samba e na história das mulheres que ajudaram a construir o gênero".


Essas mulheres são, por exemplo, Tia Ciata, Tia Surica, Alcione, Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus, Jovelina Pérola Negra, Leci Brandão, Beth Carvalho e Teresa Cristina, todas devidamente homenageadas no Quintal, a começar pelo painel pintado na fachada do local.


O espaço





Com o Quintal, o samba ganha 900 m2 para se espalhar. A casa foi criada onde antes funcionava um estacionamento de um dos sócios. Conta com uma área ao ar livre, além de ambiente interno com pé direito de 5 metros. Além disso, promete ser uma atração da casa seu balcão com 30 m de comprimento. Ao todo, o espaço tem capacidade para receber 900 pessoas.


O cardápio é típico dos bares cariocas. Chope, cerveja e drinques para acompanhar pastéis, bolinhos e sanduíches ou pratos como arroz de costela ou de camarão.


Inauguração


Para a inauguração, a casa abre às 12h e vai até 2h. Vai contar com as participações do grupo Choro na Rua (14h), liderado por Silvério Pontes; Banda Clementina (18h), formada por nomes como Carlinhos 7 Cordas, Hudson Santos, Marcio Vanderlei e Rodrigo Reveles, além de participações especiais de Marina Íris, Marquinho Sathan e Nego Álvaro. Fecha a noite a roda do Galocantô (22h).


No domingo (6), véspera de feriado, a programação continua com Pagode da Gigi (15h), Fruta do Pé (19h30) e Arlindinho (23h30).


Beco do Rato



Foto: RioTur
Foto: RioTur

O Beco do Rato é um dos locais mais tradicionais do samba, no Rio de Janeiro. Foi criado em 2004 pelos pais de Lucio Pacheco. E pensar que o local surgiu onde antes era um depósito de bebidas, em um endereço "improvável": no final da rua Joaquim Silva, na Lapa.


Pelo nome já é possível ter uma ideia do quão "improvável" era o local para se abrir um negócio que dependesse da presença de público. Beco do Rato era como o próprio local era chamado pelos frequentadores e moradores da região por conta da rua estreita e mal iluminada daquele trecho da Lapa. O "apelido" foi "assumido" e acabou por batizar a futura famosa casa de samba da cidade.


Vizinho dos bares da atualmente badalada rua Morais e Vale, aquele trecho do Rio de Janeiro, na época em que o Beco do Rato surgiu, era frequentado pela boemia hard da cidade. Reza a lenda que Madame Satã morava na Morais e Vale.


O Beco começou a promover rodas de samba, misturando tanto a velha guarda quanto a nova geração do gênero musical. Aos poucos, foi sendo frequentado por artistas como Beth Carvalho, Luiz Melodia, Wilson Moreira, Jorge Aragão, Tia Surica e Zeca Pagodinho. Junto com eles, a fama do local foi se chegando.


Lucio Pacheco cresceu em meio às rodas de samba do Beco do Rato. Ele herdou o negócio em 2015, com a morte do seu pai. Para tocar a empreitada, largou a faculdade de Engenharia Mecânica. E tomou algumas providências: melhorou o som, a refrigeração e banheiros. Melhorou também o cachê dos músicos.


Abriu a sociedade do negócio para a irmã Issadara e, juntos, ampliaram o espaço com um casarão vizinho. Nos últimos anos, o Beco ganhou um certo banho de loja, mas não perdeu o charme das antigas rodas de samba que fizeram a fama do local.


Serviço

Quintal da Clementina

Endereço: Rua do Senado, 20, Centro do Rio de Janeiro.

Horário de funcionamento: sábado, a partir das 12h e domingo, a partir das 14h. Vai funcionar também de terça a sexta, mas o horário ainda não foi informado.

Ingressos: a partir de R$ 25, pelo Sympla, com opção de ingresso com open bar - no sábado, tem cortesia para entrada até 14h.


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