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Exposição de Candido Portinari e festival de filme brasileiro estão em cartaz na China

  • Foto do escritor: Sônia Apolinário
    Sônia Apolinário
  • há 6 minutos
  • 4 min de leitura


A obra "Mestiço" foi utilizada para o cartaz da exposição "O Brasil de Portinari"
A obra "Mestiço" foi utilizada para o cartaz da exposição "O Brasil de Portinari"


Uma exposição com obras originais de Candido Portinari (1903-1962) e uma mostra de cinema made in Brasil estão sendo realizadas, simultaneamente, na China.


"O Brasil de Portinari" reúne cerca de 50 obras do artista plástico brasileiro, no Museu Nacional da China, em Pequim. Já a Mostra de Cinema Brasileiro faz parte da programação do 28º Festival Internacional de Cinema de Xangai.


As duas atrações foram realizadas no âmbito do Ano Cultural Brasil-China 2026, iniciativa que busca ampliar o intercâmbio cultural e fortalecer os laços entre as duas nações.



Portinari


A exposição foi inaugurada no último dia 9 e fica em cartaz até 10 de outubro. O Museu Nacional da China, na Praça Tiananmen, está entre os museus mais visitados do mundo. A expectativa do governo brasileiro é que o local receba cerca de 4 milhões de visitantes durante o período da exposição. O museu tem capacidade para receber 10 milhões de visitantes por ano.


"O Brasil de Portinari" apresenta obras que, na sua maioria, fazem parte do acervo do Projeto Portinari, criado em 1979 e até hoje mantido pelo filho do pintor, João Candido Portinari.


Algumas das obras, porém, pertencem a acervos de museus brasileiros e de coleções privadas. Por exemplo, o MASP emprestou “Os Retirantes”, a Pinacoteca de São Paulo emprestou “Mestiço” e o Museu Nacional de Belas Artes emprestou “Café” - três obras ícones de Portinari, que ajudaram a construir a identidade visual do Brasil.





- Ao inaugurarmos a exposição "O Brasil de Portinari" neste magnífico Museu Nacional da China, não estamos apenas abrindo as portas para uma mostra de arte. Estamos celebrando o encontro de duas identidades nacionais que, apesar da distância geográfica, partilham valores fundamentais sobre o que significa ser humano”, afirmou Márcio Tavares, secretário-executivo do Ministério da Cultura, uma das autoridades brasileiras presentes à inauguração da exposição.


Ele acrescentou:


- Assim como a arte tradicional chinesa valoriza profundamente a harmonia entre o homem e a natureza, e a dignidade do trabalho que sustenta a vida, Portinari dedicou sua genialidade a retratar o trabalhador. Quando vocês observarem suas obras verão uma declaração de profundo respeito.


Filmes



"A Hora da Estrela", um clássico atemporal do cinema nacional faz parte da mostra
"A Hora da Estrela", um clássico atemporal do cinema nacional faz parte da mostra

O 28º Festival Internacional de Cinema de Xangai (SIFF) começou no último dia 12 e será realizado até o próximo domingo (21). A Mostra de Cinema Brasileiro acontece ao longo dos dez dias de festival.


De acordo com a secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura do Brasil, Joelma Gonzaga, a programação foi pensada para "demonstrar a versatilidade do cinema brasileiro". Inclui documentários e animações experimentais até dramas sobre memória, saúde mental e a marginalização social. Ao todo, serão exibidos nove títulos, com duas exibições públicas cada, atingindo 18 sessões no geral.


Participam da Mosta as animações “Coração das Trevas”, que acompanha a busca de um jovem oficial da polícia carioca por outro agente desaparecido, dirigida por Rogério Nunes; “Papaya”, sobre uma pequena semente de mamão que deseja voar, de Priscilla Kellen; e “Amadeo e o Hipotético Mundo Novo”, que retrata a jornada de um aprendiz de cientista no Brasil do século XIX diante do amor e da luta contra a escravidão, de Edu Felistoque.


No gênero documental, estão na programação “Para Vigo me Voy!”, de Lírio Ferreira e Karen Harley, mergulha com imagens inéditas na vida e obra do cineasta Cacá Diegues; e “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai, segue meninas do sertão do Piauí que se aventuram na travessia até a adolescência e o futuro, enquanto o passado patriarcal ainda pulsa na cidade.


Já entre as ficções, foram escalados os dramas “Feito Pipa”, de Allan Deberton, que retrata a vida de um garoto e de sua avó até que a seca na região traz à tona as ruínas de uma antiga cidade e, junto dela, lembranças familiares; e “O Deserto de Luiza”, de Alan Minas, que acompanha uma garota que sonha em ser artista mas vê sua vida abalada por um episódio de esquizofrenia da mãe. Além disso, o suspense psicológico “Herança de Narcisa”, de Clarissa Appelt e Daniel Dias, acompanha uma mulher que, ao tentar vender a casa de sua infância, passa a ser assombrada por memórias da mãe, uma ex-vedete recentemente falecida.


A Hora da Estrela”, adaptação do livro de Clarice Lispector dirigida por Suzana Amaral e lançada em 1986, é o único longa não datado do período recente escolhido para a iniciativa.


- Por se tratar de um clássico, o longa representa tradição e longevidade, não apenas do cinema, mas também da literatura brasileira - explicou Joelma Gonzaga.


Além da Mostra de Cinema Brasileiro, “O Deserto de Luiza” e “Amadeo e o Hipotético Mundo Novo” também participam das competições do festival, enquanto “Feito Pipa” integra a mostra Belt and Road Film Week, voltada para fortalecer o intercâmbio cinematográfico entre países.


Fonte: Governo Federal

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