As canções que contam a história de Niterói
- Redação
- há 2 dias
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Sambas, marchas, tangos e maxixes. Por esses ritmos musicais é possível contar a história de Niterói, como mostra o livro "Niterói En(canto): a cidade em 32 canções" (Sophia Editora), do professor e historiador Victor Andrade de Melo.
No livro, ele analisa as canções dedicadas a Niterói, apresentadas pela ordem de lançamento. O autor ainda cita outras 118 músicas identificadas na pesquisa. O levantamento percorreu acervos e bancos de dados como a Discografia Brasileira do Instituto Moreira Salles, o Instituto Memória Musical Brasileira, o Instituto Piano Brasileiro e a Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.
O conjunto musical reúne sambas, marchas, tangos e maxixes das primeiras décadas do disco no Brasil, como "Icaraí" (1908/1912), gravado pela Banda da Casa Edison, e sucessos do rádio, caso de "Eu Não Sou Daqui (Eu Sou de Niterói)" (1941), de Wilson Batista e Ataulfo Alves, na voz de Aracy de Almeida. E chega até a produção contemporânea, com registros como "Niteroiense" (2014), do grupo Via-Jah, e "Niterói" (2019), do uruguaio Dani Umpi.
Melo explicou que a seleção não pretendeu hierarquizar as obras nem eleger as "de melhor qualidade", mas "compor um panorama diverso que ajuda a lançar olhares para a história da cidade".
Segundo ele, entre os assuntos recorrentes estão as barcas, a Ponte Rio-Niterói e a relação da Cidade Sorriso com o Rio de Janeiro, capital do país entre 1763 e 1960.
A obra abre com um panorama da trajetória musical niteroiense, dos concertos da Vila Real da Praia Grande, no século 19, à cena independente da virada do século 21 e ao hip hop, que projetou artistas da cidade nacional e internacionalmente. Os capítulos finais propõem uma cartografia dos lugares citados nas canções.
































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