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Documentário expõe os bastidores da CPI da Covid no Senado brasileiro

  • Foto do escritor: Sônia Apolinário
    Sônia Apolinário
  • há 12 horas
  • 2 min de leitura



Depois de um livro ("Ainda há tempo", de Nísia Trindade), um longa-metragem documental também tem a pandemia da Covid-19 como tema. "Anatomia do caos", dirigido pela cineasta Dandara Ferreira, entrou em cartaz nos cinemas do país, Niterói inclusive.


A obra acompanha os bastidores da CPI da Covid no Senado, criada para investigar as ações do governo de Jair Bolsonaro e a postura de parlamentares diante da pandemia do Coronavírus.


- Decidi fazer o filme ainda durante a pandemia, em 2021, porque acredito que esse período foi um dos acontecimentos mais traumáticos da história recente do nosso país. Mais de 700 mil brasileiros perderam a vida e por trás desse número existem famílias marcas pela ausência e um país que ainda não elaborou plenamente esse luto - afirmou a cineasta em depoimento nas redes sociais.


O longa exibe registros inéditos dos senadores na busca por documentos e respostas, durante as investigações, e expõe falhas na condução, pelos governantes do país, da emergência sanitária global.


O documentário também aborda a impunidade ao término das investigações da CPI. Segundo a cineasta, "havia a construção de uma narrativa em curso, uma política da desinformação que transformava a morte em estatística e a dor coletiva em deboche".


- O parlamento, que é constantemente criticado, assumiu a responsabilidade de investigar e buscar respostas para o que aconteceu. Eu, como cineasta, acredito que o cinema tem um papel de utilidade pública, serve para preservar memórias, provocar reflexões e é também político - disse Dandara também realizadora do longa-metragem de ficção “Meu Nome É Gal”, sobre a cantora baiana Gal Costa.


"Anatomia do caos" está sendo exibido em sessões especiais seguido de debate. Uma dessas sessões, com a presença da diretora, será nesta quinta-feira (9), às 21h, no Estação Claro Rio, no Rio (rua Voluntários da Pátria, 35, Botafogo).


Está prevista a realização de sessão especial também em Niterói, mas a data ainda não foi definida.


- Fazer esse filme foi a minha forma de contribuir para que, de alguma forma, essa história não seja esquecida. Eu fiz esse filme como ato de solidariedade aos que morreram, aos familiares e aos entes queridos e a todos que acreditam que lembrar é uma forma também de se fazer justiça - afirmou a cineasta.


Veja o trailer aqui

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