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Saberes e personalidades da cultura brasileira desfilam no Sambódromo do Rio com as escolas de samba do Grupo Especial

  • Foto do escritor: Sônia Apolinário
    Sônia Apolinário
  • há 5 minutos
  • 3 min de leitura

Comissão de frente da Imperatriz Leopoldinense, durante ensaio técnico no Sambódromo do Rio. Foto: reprodução
Comissão de frente da Imperatriz Leopoldinense, durante ensaio técnico no Sambódromo do Rio. Foto: reprodução


Se houve um tempo em que enredos sem nenhuma relação com o Rio de Janeiro ou a cultura brasileira desfilaram pelo Sambódromo do Rio, isso ficou no passado. Em 2026, a brasilidade, em seus diferentes aspectos, será a principal homenageada pelas escolas de samba do Grupo Especial.


Os desfiles serão realizados de domingo (15) a terça-feira (17), a partir das 22h, com transmissão da TV Globo.


Conheça a ordem dos desfiles e os enredos


Domingo, dia 15


22h - Acadêmicos de Niterói - Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil.


Conta a história do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.


23h30 - Imperatriz Leopoldinense - Camaleônico.


Conta a história do cantor Ney Matogrosso.


1h - Portela - O Mistério do Príncipe do Bará – A oração do Negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande.


Presta homenagem a uma figura histórica que representa a cultura negra no Rio Grande do Sul. Cercado de mistérios, Custódio Joaquim de Almeida era chamado de príncipe, mesmo sem fazer parte da realeza, resistia enquanto batuqueiro numa época em que a religião era perseguida; mediava relações entre a elite rio-grandense e os grupos populares.


2h30 - Estação Primeira de Mangueira - Mestre Sacaca do Encanto Tucuju - O Guardião da Amazônia Negra.


Presta homenagem a um renomado curandeiro, herbanário e articulador cultural do Amapá, símbolo da sabedoria amazônica, cujo legado de conhecimento sobre ervas e cura tradicional. Mestre Sacaca é considerado um "doutor da floresta" .


Segunda-feira, dia 16


22h - Mocidade Independente de Padre Miguel - Rita Lee, a Padroeira da Liberdade.


Conta a história da cantora Rita Lee.


23h30 - Beija-Flor de Nilópolis - Bembé.


Conta a história do Bembé do Mercado, conhecido como o único candomblé de rua do mundo. É uma celebração religiosa e cultural de matriz africana, realizada desde 1889 no Largo do Mercado em Santo Amaro (BA). Ocorre todo 13 de maio para festejar a abolição da escravatura, unindo xirê (rituais), samba de roda, capoeira e oferendas a Iemanjá e Oxum. O evento reúne mais de 40 terreiros de diferentes nações de Candomblé.


1h - Unidos do Viradouro - Pra cima, Ciça.


A história do mestre de bateria da própria escola, Mestre Ciça


2h30 - Unidos da Tijuca - Carolina Maria de Jesus.


A história da escritora, cantora, compositora e poetisa brasileira que foi uma das primeiras escritoras negras do Brasil. Carolina Maria de Jesus é considerada uma das mais importantes escritoras do país.


Terça-feira, dia 17


22h - Paraíso do Tuiuti - Lonã Ifá Lukumí.


O enredo é sobre a tradição religiosa afro-caribenha de Ifá que se consolidou em Cuba através do povo Lukumí. Aborda o caminho do saber (Lonã) e o oráculo de Ifá, celebrando a ancestralidade, resistência e a chegada dessa vertente ao Brasil. Lukumí representa os descendentes de iorubás em Cuba. A tradição narra a jornada dos saberes iorubás (culto a Orunmilá) da África, passando pela escravidão, consolidando-se em Cuba e chegando ao Brasil.


23h30 - Unidos de Vila Isabel - Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África.


Uma homenagem ao multiartista Heitor dos Prazeres. O enredo explora o sonho de um sambista que conecta o Rio de Janeiro à ancestralidade africana, celebrando a cultura afro-brasileira, a "Pequena África" e o terreiro de Tia Ciata.


1h - Acadêmicos do Grande Rio - A Nação do Mangue.


Celebra o movimento musical e cultural Manguebeat, surgido em Recife no início dos anos 1990.


2h30 - Acadêmicos do Salgueiro - A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau.


Presta homenagem à carnavalesca Rosa Magalhães, falecida em 2024. O enredo retrata seu universo criativo lúdico, bibliotecas mágicas e muita brasilidade.

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