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Grupo Casuarina, exposições no MAC, Festival do Mar e bolinhos de bacalhau estão no cardápio da Semana Santa de Niterói

  • Foto do escritor: Sônia Apolinário
    Sônia Apolinário
  • há 9 horas
  • 5 min de leitura

Bolinhos do Recanto do Bacalhau, no Jardim Icaraí
Bolinhos do Recanto do Bacalhau, no Jardim Icaraí


Reza a lenda que sempre chove na Semana Santa. E a "tradição" parece que será mantida este ano, em Niterói. Para o feriado de sexta-feira (3) a domingo (5), segundo a Climatempo, os dias serão de sol com muitas nuvens e pancadas de chuva à tarde e à noite.


A intensidade da chuva prevista é franca, mas aumenta de sexta para sábado (de 2.5 mm para 3.3 mm); no domingo, porém, diminui (1.6 mm). A temperatura máxima cai um pouco ao longo dos dias - começa em 30 graus na sexta e chega a 28 no domingo.


Confira as atrações selecionadas pelo ComuniC que inclui dica de bolinho de bacalhau e harmonização do petisco com cerveja.


De sexta-feira (3) a domingo (5)


Com essa previsão do tempo e feriadinho, uma boa programação é uma visita ao museu, no caso, o de Arte Contemporânea de Niterói (MAC) que está com três mostras simultâneas. São elas:


A coisa dRag

Coletiva que reúne produções de 35 artistas brasileiros com obras associadas ao universo Drag. A exposição é resultado de um mapeamento de artistas e obras realizado desde 2024, por meio de uma pesquisa desenvolvida na Escola de Belas Artes da UFMG.

"As obras apresentadas reforçam zonas de tensão, seja em seus discursos ou na visualidade que evidenciam. Elas refletem críticas a padrões, valores e convenções sociais relacionadas ao corpo, ao gênero, ao território e à cultura. Como visualidade e conceito, as obras elaboram-se a partir da mistura/montagem de elementos dos mais variados contextos e significados, produtores de estranhamentos, contradições e rupturas de limites e padrões estabelecidos tanto na sociedade, quanto na arte", informa o texto de apresentação da exposição.

A mostra fica em cartaz até 7 de junho. A visitação pode ser feita de sexta a domingo, das 10h às 18h (entrada até 17h30). Entrada é franca.


Cosmoguiné

Primeira exposição individual do niteroiense Ian Cheibub. O artista representa a quinta geração de um terreiro de Umbanda no morro do Bumba, em Niterói.

Cheibub concebe a mostra como uma "colaboração direta com a erva-da-guiné", planta com a qual cresceu e que integra seu universo simbólico. Ao explorar as diferentes utilizações simbólicas, químicas e cosmológicas da planta, ele reafirma uma prática multidisciplinar que articula diferentes linguagens. escultura, som e imagem se entrelaçam:

- Durante essa pesquisa, eu apliquei a transdisciplinaridade e multiplicidade de utilizações da própria Guiné na minha prática artística. Dessa forma, essa não é uma exposição somente de imagens, mas um universo multidisciplinar que mescla diferentes práticas artísticas. Afinal, nas experiências que baseiam a minha prática artística, se enxerga-se enquanto se ouve, se toca enquanto se dança e se come enquanto se reza", afirma o artista.

A exposição fica em cartaz até 24 de maio. A visitação pode ser feita de sexta a domingo, das 10h às 18h (entrada permitida até 17h30). Ingresso: R$20 (inteira) com pagamento apenas em dinheiro.


UM TETO

A mostra apresenta obras de Ayla de Oliveira, Carla Duncan, Dayane Tropicaos, Elisa Arruda, Iahra, Maria Lynch, Marina Quintanilha e Marlene Stamm para abordar temas como trabalho doméstico não remunerado, cuidado, invisibilização, desigualdades raciais e sociais e a produção artística contemporânea. Estão expostas pinturas e instalações.

A exposição parte do ensaio "Um teto todo seu" (1929), da escritora inglesa Virginia Woolf (1882-1941), para discutir as condições materiais e simbólicas de criação das mulheres artistas. No ensaio, Woolf defende que a produção intelectual feminina está diretamente ligada a condições como independência financeira, acesso à educação, tempo livre e um espaço próprio para pensar e criar. Quase um século depois, UM TETO retoma esse debate no campo das artes visuais, perguntando quais "tetos" ainda precisam ser conquistados para que mulheres possam criar e permanecer no sistema da arte.

A mostra fica em cartaz até 7 de junho. A visitação pode ser feita de sexta a domingo, das 10h às 18h (entrada permitida até 17h30). Ingresso: R$20 (inteira) com pagamento apenas em dinheiro.


Festival do Mar -  Praça Luiz Gomes da Silva (antigo Toboágua), em Piratininga

Evento de música e gastronomia com pratos como paellas e à base de camarão e peixes frescos. O evento começa na quinta-feira (2) e a atração é Pedro Ivo (19h e 20h)


Programação


Sexta-feira – Bloody Mary – 18h30 e 20h30

Sábado – Nosso Samba – 18h30 e 20h30

Domingo – Pagode do Ivanzin – 18h30 e 20h30


Sexta-feira (3)


19h - Márcio Gomory e Daniel Filgueiras, rock acústico - Dead Dog, rua Heitor Carrilho, 250, Centro, na Vila Cervejeira. O local abre às 18h. Entrada franca



Sábado (4)


8h - 2ª edição do Aulão das Mulheres do Projeto Respeitar e Amar - quiosque Arena Camboinhas, na praia de Camboinhas

O evento incentiva a prática de atividades físicas, o autocuidado e a conexão entre as participantes, promovendo momentos de aprendizado, movimento e integração. O objetivo é acolher, orientar e fortalecer mulheres e mães atípicas. Serão ministradas aulas de futevôlei e defesa pessoal e treino funcional. Faz parte da programação uma roda de conversa sobre temas ligados ao bem-estar e à valorização das mulheres. Grátis


15h - Minimar, música e pôr do sol - Quiosque Point dos Remadores, Avenida Silvio Picanço, 19, Charitas

O ritmo é house com Benny, DK, Marcz, Thunais, Velloso e Vitor Sam


15h - Roda do Entre Folgas - Samba no Quintal - rua Comendador Manuel de Azevedo Falcão, 473, Piratininga. Evento pago


20h - Casuarina - Candongueiro - Rod. Prefeito João Sampaio, 1154, Maria Paula. Evento pago



Domingo (5)


A Semana Santa é um feriado da religião católica que costuma reservar o domingo para almoços em família ou entre amigos. A data não prevê restrição alimentar. Porém, o bacalhau costuma ser "escalado" para ser o protagonista dessa refeição. Principalmente, em forma de bolinhos.


Em Niterói, vários restaurantes oferecem essas opções em seus cardápios. No Jardim Icaraí, a dica é o Recanto do Bacalhau. A casa é originária de São Gonçalo, onde funciona há mais de 15 anos, na Venda da Cruz. Em Niterói, chegou há cerca de 5 anos sendo que há menos de um ano, ampliou consideravelmente seu espaço ocupando lojas ao lado e colocando mesinhas na calçada. Nos finais de semana, está sempre lotado.


O Recanto vende massa de bolinho de bacalhau por quilo. A qualquer momento que se chega na casa, tem o bolinho unitário (na verdade, um bolão) quentinho e crocante para ser consumido na hora. Tem opções (poucas) de pratos também. Além de doces portugueses. O restaurante fica na rua Nóbrega, 160.


Por lá, a harmonização dos bolinhos com cerveja será com marcas da grande indústria. Quem tiver oportunidade de se servir do petisco com uma cerveja artesanal, uma harmonização clássica é com cervejas de trigo (Weissbier) que são refrescantes, têm leve acidez e aroma que remete a cravo e banana. Mas há outras opções.


Com esse petisco, um pouco de lúpulo cai bem – vai ajudar a “cortar” um pouco da gordura. Bohemian Pilsner, German Pils, Hop Lager, Bitter e até uma APA são estilos que garantem doses de amargor sem, porém, se sobressair demais ao bolinho de bacalhau, que tem sabor delicado. Na dúvida, olhe o IBU. Quanto maior o número, mais amarga será a cerveja. E aqui, não queremos amargor em excesso. Um exemplo de Weissbier clássica é a Paulaner, com amargor bem sutil; para um amargor um pouco mais acentuado, vale apostar em um rótulo que é mais do que referência no estilo, mas a própria origem do estilo: Pilsner Urquel.




Atenção: programações podem ser canceladas em função de mudança do tempo. As informações são de responsabilidade dos produtores dos eventos.


Para ter seu evento na agenda ComuniC precisamos saber que ele existe. Mande informações para soniapolinario@yahoo.com.br  


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