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Flip ancora sua realização no universo da instabilidade e homenageia a poeta Orides Fontela

  • Foto do escritor: Sônia Apolinário
    Sônia Apolinário
  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

Orides Fontela é a homenageada do evento. Foto: reprodução site da Flip
Orides Fontela é a homenageada do evento. Foto: reprodução site da Flip



A Flip – Festa Literária Internacional de Paraty será realizada entre os dias 22 e 26 de julho. A poeta Orides Fontela será a autora homenageada desta 24ª edição do evento.


Dentre os autores convidados estão a Ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Carmem Lúcia; a atriz e dramaturga Denise Stoklos; o médico Drauzio Varella; o professor e pesquisador João Cezar de Castro Rocha; o romancista Milton Hatoum; a autora catalã Eva Baltasar; a francesa Nathacha Appanah e o argelino Kamel Daoud.



De acordo com os organizadores, uma "parte significativa" dos autores convida seus leitores a pensar na casa (como metáfora que abarca a família ou o país) como território instável:


"São autores que estão e não em seus países de origem, que não vivem seguros em suas casas, que, à força ou voluntariamente, devido a movimentos externos ou internos, se afastam".


Nesta edição, o Programa Principal é composto por 21 mesas literárias tendo como curadora literária Rita Palmeira. Em discussão, principalmente, o mundo em sua dimensão coletiva como as guerras, as migrações forçadas e os conflitos geracionais e identitários. Ou seja, o universo da instabilidade.


As mesas literárias acontecem no Auditório da Matriz e é transmitido ao vivo no telão do Palco da Praça, na Casa Patrimônio, localizada no Largo da Santa Rita, pelo site do evento, pelo YouTube da Flip e pelo canal Arte1.


Orides Fontela


A paulista Orides Fontela (São João da Boa Vista, 1940 - Campos do Jordão, 1998) foi uma filósofa e poeta. Sua obra é reconhecida por críticos literários como uma das mais significativas da poesia nacional na segunda metade do século XX.


Filha de um marceneiro e uma dona de casa, ela exerceu o magistério no ensino pré-primário. Publicou seus primeiros poemas aos 16 anos em um jornal de sua cidade natal.


Sua estreia profissional como escritora ocorreu em 1969, com "Transposição", publicado pelo Instituto de Cultura Hispânica da USP. Nos anos seguintes, lançou títulos como "Helianto" (1973), "Alba" (1983), "Rosácea" (1986), "Trevo" (1988) e "Teia" (1996).


Reconhecida desde o início de sua carreira literária por críticos e professores, sua obra ganhou circulação internacional. Em 1988, seus quatro livros de poesia foram reunidos no volume "Trevo", publicado pela Livraria Duas Cidades na coleção Claro Enigma.


Segundo a curadora literária da Flip, a escolha de Orides Fontela como autora homenageada desta edição do evento se dá porque, mesmo sendo uma das mais importantes poetas brasileiras do século XX, sua obra segue pouco conhecida. Além disso, "o atual panorama da poesia brasileira vem se incrementando, com a multiplicação de publicações, casas editoriais e eventos ligados a esse gênero, e por ser um momento que conta com uma presença feminina importante":


- Dona de uma poesia muito concisa e despojada de ornamentos, além de afeita aos poemas curtos, Orides recebeu atenção extraordinária da crítica literária, que via nela uma renovadora do modernismo, e mesmo de poetas consagrados como Drummond. É uma referência incontornável no cenário da poesia contemporânea brasileira - afirmou Rita Palmeira.


Confira a programação completa do Programa Principal da Flip aqui.



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