• Sônia Apolinário

Maldita é primeira marca incubada pela Masterpiece

No final de 2021, Niterói (RJ) ganhou uma nova marca, incubada na cervejaria Masterpiece. Trata-se da Maldita. O nome vem do “apelido” da rádio Fluminense FM que, nos anos 1980, influenciou o rock brasileiro e teve profunda ligação com a cidade.


À frente da nova marca está Alexandre Torres, terceira geração dos fundadores do grupo Fluminense de mídia que, aliás, não pertence mais à família. Ele estava no comando quando a Maldita, rádio, foi criada. Com a Maldita, cerveja, vislumbrou uma oportunidade de negócio no mercado craft.


Bater na porta da Masterpiece foi quase “caminho natural”. Alexandre é amigo de infância do CEO da cervejaria, André Valle.


“Ele me procurou para ter informações sobre o mercado de cerveja artesanal porque tinha o sonho de ter uma marca. Dei as informações e disse que poderia fazer a parte operacional para ele. Assim, a Maldita se tornou a primeira marca incubada pela Masterpiece”, conta André.


Se você falar que a Maldita é uma marca cigana da Masterpiece, ele não vai gostar. André afirma que a nova cervejaria é como se fosse “um braço da Masterpice”. Para ele, cigano é quem recebe a bebida da fábrica e faz todo o resto por conta própria. No caso da Maldita, a Masterpice também fará comercialização e logística. A principal atuação de Alexandre na marca, segundo André, será no marketing.


O lançamento da Maldita será neste mês de janeiro com uma Pilsen. Os outros rótulos previstos vão contemplar estilos “clássicos” como IPA, Witbier e Red Ale. Segundo André, todos feitos com receitas inéditas. Ele informa que a Pilsen Maldita, por exemplo, é “mais leve de corpo” do que a da Masterpice. É a cervejeira da fábrica, Ingrid Matos, quem decide esses detalhes.


Os estilos previstos para serem produzidos para a Maldita também são encontrados, de forma regular, na Masterpiece. André está incubando uma concorrente dentro da própria fábrica ? Ele afirma que não.


“São públicos diferentes. A Maldita acaba, inclusive, divulgando a Masterpice e, dessa forma, atingimos novos mercados. Se a Maldita se mostrar um grande sucesso e crescer muito, o Alexandre decide o que vai fazer porque, a partir de um determinado ponto, não teremos mais condições de atender”, afirma.


No momento, para conseguir atender todas as frentes que abre, André está ampliando a capacidade de produção da fábrica. Até junho, a expectativa é da Masterpiece ter uma adega de 150 mil litros. Para acelerar a produção por lá, a cervejaria comprou uma centrífuga que diminui o tempo de maturação de alguns estilos de cerveja.


A Masterpice fechou o ano com 22 estabelecimentos licenciados. A meta inicial para 2021 era 30. O último a entrar em funcionamento, às vésperas do Réveillon, foi o Enseada Masterpiece, ex-Enseada de Itaipu, com oito torneiras, na areia da praia de Itaipu.


“Tivemos problemas de suprimentos. Além disso, o mercado está meio esquisito”, comentou André Valle que informa que os bares da marca no Rio de Janeiro e o brewpub, em São Paulo, ficaram para 2022.


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