• Sônia Apolinário

Alisson Christi deixa a cervejaria Araribóia

Mudanças no mercado de cerveja artesanal de Niterói (RJ). A cigana Araribóia reformulou sua sociedade e seu então cervejeiro, Alisson Christi, desembarcou do negócio.



A marca foi criada há cinco anos. Na época, vivia-se uma efervescência no segmento artesanal por conta de uma novidade em termos de modelo de negócios: a terceirização de fábricas que viabilizou o surgimento de marcas de menor porte, as chamadas ciganas. Alisson acompanhou, desde o início, o surgimento da Araribóia.


Nessa nova fase, bar com o nome Oca do Araribóia só vai existir um, na Vila Cervejeira, cuja marca pertence a Alisson e que seguirá no comando. Em relação ao espaço no Biergarten Jardim Icaraí, a tendência é a cervejaria manter o taproom, mas terá que mudar o nome – ou parte dele.


“Vai ter uma certa confusão com os nomes, no início, mas as coisas vão se separar com o tempo. Nessa reestruturação da sociedade da cervejaria, eu não teria condições de comprar partes dos outros. Na Oca, já vinha fazendo algumas experimentações. Achei melhor sair e seguir só com o bar, neste momento”, comenta Alisson.


Na Vila, a Oca não venderá cervejas da Araribóia, exceto pelo rótulo Niteróvisk, pelo menos, por enquanto. Alisson conta que para ter produções exclusivas, no local, vai trabalhar com infusões e filtros, a partir de cervejas que comprará direto de fábricas. Em paralelo, vai desenvolver algumas receitas. Ele não descarta a possibilidade de se tornar uma marca cigana.


Se a criação da cervejaria Araribóia representou uma fase do mercado cervejeiro, o que sua reestruturação diz a respeito do atual momento do segmento?


“O mercado deu uma estremecida grande, durante a pandemia. Os dois últimos anos castigaram muitas marcas. Alguns simplesmente pararam de produzir. Se voltam, não sabemos. Nesse período, as cervejarias buscaram formas de chegar direto no consumidor, uma vez que nem eventos podíamos mais fazer. Muitos bares tradicionais fecharam ou se voltaram para buscar novidades de fora para atrair o público. Por isso, quem pode, abriu seu próprio bar. Ter um taproom é a característica do atual momento”, observa Alisson que, na Oca, continuará a usar seu “clássico” cocar.


Dry-Rocking


No próximo sábado, 2 de abril, às 19h, um show na Vila Cervejeira vai marcar a nova fase da Oca do Araribóia. A apresentação ficará por conta da banda Dry-Rocking que tem o próprio Alisson nos vocais e é formada também por Amando Puente (guitarra e vocais), Davi Hermsdorff (bateria), Igor Bilheri (baixo) e Igor Figueiredo (guitarra e vocais) – Davi e Figueiredo também são cervejeiros.


“No sábado, o índio Araribóia vai aparecer de roupa nova”, brinca Alisson que, fora do mundo da cerveja artesanal, trabalha com TI.

A Vila Cervejeira fica na rua Heitor Carrilho 250, no Centro de Niterói


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