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  • Sônia Apolinário

Produtoras brasileiras se comprometem a ampliar participação de mulheres no audiovisual nacional

Representantes de produtoras brasileiras assinaram uma carta na qual se comprometem a ampliar a participação das mulheres no setor audiovisual.



Firmada com o movimento +Mulheres Lideranças do Audiovisual Brasileiro e a ONU Mulheres - entidade das Nações Unidas para a igualdade de gênero e empoderamento das mulheres - os representantes das produtoras O2 Filmes, Conspiração, Gullane e Pródigo se comprometeram a dar visibilidade à pauta das mulheres no setor audiovisual.


Este compromisso inclui um diagnóstico sobre gênero e raça em áreas-chave e em suas produções, desde roteiro, direção, produção, até cargos técnicos. Também prevê que, após esse diagnóstico, sejam estabelecidas políticas para ampliar o número de mulheres em cargos de liderança, com especial atenção para os cargos de direção e roteiro das obras.


"Demos o primeiro passo junto às produtoras para desenharmos, juntas e juntos, ações e ferramentas concretas que reduzam a lacuna de desigualdade entre homens e mulheres nessa indústria. Essas lacunas que são de tantas naturezas: remuneração, oportunidade, liderança, protagonismo; e em tantas áreas: direção, roteiro, produção", afirmou Daniele Godoy, gerente de projetos da ONU Mulheres Brasi.


Ela explicou que a carta foi, inicialmente, assinada por quatro produtoras, mas o objetivo é que isso se amplie para outros atores do mercado audiovisual. A assinatura do documento aconteceu no último dia 28 de outubro, durante a 46ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.


Baixa representatividade


Dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine) apontam que as mulheres apresentam baixa representatividade na liderança das obras, com apenas 20% e 25% delas ocupando cargos de direção e roteiro, respectivamente. Os dados da agência também apontam que a presença das mulheres negras e indígenas nesses cargos cai para zero nos longas-metragens.


“Na verdade, a gente não tem muitos dados para entender como essa configuração se dá no Brasil. A gente agora vai se debruçar para entender como o setor está funcionando”, comentou a representante da ONU.


Para ela, ampliar a participação das mulheres no setor audiovisual é importante não só para oferecer igualdade de oportunidades, mas também para romper com estereótipos:


“Mulheres negras, mulheres indígenas, mulheres com deficiência, mulheres acima dos sessenta anos, mulheres trans e lésbicas. A gente fala disso porque diversidade é o que vai romper muito com os estereótipos que a gente enfrenta na realidade, que são essas barreiras nocivas que nos fazem não acessar oportunidades, não acessar alguns espaços. De fato a gente está pensando nisso porque o audiovisual tem um poder de convocação, de tocar quem assiste. Ele contribui pra formar o nosso imaginário, para revalidar valores também como sociedade. Por isso é tão estratégico para a gente estar no setor audiovisual”.


Para contato com o movimento, escreva para: setorprivado@unwomen.org


Com Agência Brasil

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