Festival Varilux de Cinema terá edição presencial em novembro

Os organizadores do Festival Varilux do Cinema Francês anunciaram a realização presencial do evento, este ano. Será entre 19 de novembro e 3 de dezembro. A programação ainda não foi definida.  

 

Tradicionalmente, o evento é realizado em junho, mas a edição 2020 havia sido suspensa. Para compensar, foi lançado, em abril, o Festival Varilux Em Casa. O evento online colocou disponível, gratuitamente, por quatro meses, 50 títulos franceses, a maioria exibidos em edições anteriores do festival.

 

Agora, a ideia é que os 120 cinemas de 86 países que participam do festival programem as atrações nas datas que forem mais convenientes, em função da situação sanitária local.

A definição do formato e das modalidades de exibição dos filmes ocorrerá em datas próximas à realização do evento: cinemas, projeções ao ar livre, drive-in, todas as possibilidades estão sendo analisadas. Em um cenário alternativo, parte da programação seria transferida para uma plataforma digital. 

 

“Queremos apostar na melhoria da situação, e estar presentes para o público que ficou com saudade de ver filmes no telão", comentou Emmanuelle Boudier, curadora do evento.

 

“Esperamos que daqui a dois meses, mediante protocolos rigorosos de segurança, o público conseguirá entrar num cinema com confiança. Achamos importante, nesse momento tão delicado, ajudar os cinemas, que sempre foram parceiros maravilhosos do festival Varilux e que vão precisar de conteúdo de qualidade para conquistar novamente o público no momento da reabertura. Faz 10 anos que o festival vem crescendo a cada edição, chegando a quase 200 mil espectadores em 2019, portanto é importante que estejamos presentes para esse público que ama o cinema francês”, afirmou Christian Boudier, diretor do festival.

 

Acossado

 

O clássico homenageado na 11ª edição do Festival Varilux de Cinema Francês completa 60 anos em 2020. Trata-se de “Acossado”, filme de estreia de Jean-Luc Godard, um dos integrantes da Nouvelle Vague. Lançado em 1960, o longa foi protagonizado pelo estreante Jean-Paul Belmondo e pela atriz norte-americana Jean Seberg, que se tornaria uma das musas do movimento. Uma cena do filme com o casal está no cartaz do evento.

 

Na trama, o anti-herói Michel Poiccard (Belmondo), um jovem de 26 anos, rouba um carro e mata um policial durante a fuga de Marselha para Paris. Ele se apaixona por Patricia Franchini (Seberg), uma linda garota americana que vende jornais na Champs-Élysées. Poiccard tenta persuadi-la a fugir com ele para a Itália, sem lhe contar que é foragido da justiça. No entanto, por ter matado o policial, Michel passa a ser procurado pela polícia e seu rosto acaba estampado em todos os jornais. Acuado, se esconde enquanto tenta traçar um plano que o levará até Roma, onde acredita que estará seguro.

 

Além das cenas que mostram o caos das ruas parisienses, o filme também centra, em boa parte, na intimidade do casal. Num quarto de hotel, os dois passam as noites juntos e dividem intensos diálogos, diversificando momentos de tédio e de paixão.

 

“Acossado” foi filmado em menos de quatro semanas, com cenas de rua feitas sem permissão oficial. Godard produziu o roteiro do filme enquanto as filmagens já aconteciam. Eles costumava escrever as cenas na manhã do dia em que seriam filmadas. Com o objetivo de registrar uma maior espontaneidade, o cineasta só apresentava o texto aos atores conforme o andamento das gravações, revolucionando os paradigmas do cinema da época. 

 

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