Exposição no Rio apresenta artesanato feito com resíduo têxtil de Santa Catarina

Na mão de artesãos, resíduos da indústria têxtil e do papel celulose, de Santa Catarina, se transformam em belas e úteis peças de artesanato. Um pouco dessa produção, que carrega lições de sustentabilidade, chegou ao Rio de Janeiro. Na próxima sexta-feira, dia 23, será inaugurada a exposição “Entre Contrates”, no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB), na Praça Tiradentes, no Centro da cidade. A mostra, que  permite a interação do público com as peças, é uma iniciativa do Sebrae de Santa Catarina.

 

A exposição é formada por 612 peças de 87 artesãos de nove municípios catarinenses. Além

disso, 1 tonelada de resíduos têxteis foi utilizada na montagem.

 

Santa Catarina se orgulha de ser um dos maiores polos têxteis do país. São 4,9 mil indústrias instaladas pelo Estado, que representam 15,3% do total nacional. A produção é de 465 mil toneladas (21,3% de todo o país) com 1,6 bilhão de peças confeccionadas.

 

Esse volume de tecido e roupas gera outro tanto volume de resíduos, destinados, inicialmente, ao lixo. São, por exemplo, aparas de cortes, restos de tecidos, roupas inutilizadas que se tornaram um problema ambiental para o Estado. Transformar esse “problema” em matéria prima para artesãos é o trabalho que o Sebrae SC vem desenvolvendo há 4 anos.

 

Coordenadora dos Projetos de Artesanato do Sebrae SC, Simone Peluso diz não saber o volume total do resíduo industrial do Estado. Segundo ela, atualmente, o setor já tem um procedimento para o descarte do resíduo que, agora, é vendido para os artesãos.

Simone explica que a exposição tem como objetivo principal divulgar o potencial do artesanato de Santa Catarina. Porém, também pretende provocar nas pessoas “reflexões sobre seus hábitos de consumo”.

 

Logo na entrada, o público se depara com um tear de 15 metros, formado por 1.200 fios. Desenvolvido pela artista visual Clara Fernandes com barbante ecológico, permite que o visitante crie sua própria trama. Monitores explicarão como utilizar as enormes “agulhas” para  tecer os fios.

 

Em seguida, o público “atravessa” uma fábrica. Na saída, se depara com a pilha de resíduos e é convidado a participar de um Quiz sobre consumo consciente.

 

Ao atravessar uma cortina feita com fios de tecidos enrolados, começa a viagem pelos objetos criados pelos artesãos, feitos a partir de diferentes técnicas. Tem bowl feito com o mesmo fio da cortina, bolsa confeccionada com rede de pesca ou uniformes descartados por fábricas. Em uma das salas, o chão está completamente forrado por um tapete feito por Luciane Sell, artesã de Joinville.

 

Para a execução da obra, ela recebeu “doações”, entre abril e outubro do ano passado: calças jeans, toalhas, alça de bolsa fora de uso e todo tipo de tecido que seria descarto. Tudo foi customizado e costurado para formar sete placas de 70 metros que forram o chão da sala. Neste espaço, também estão cestos feitos de fita tusa, utilizada para refilar o papel da indústria, além de pássaros de cerâmica, feitos com lodo da celulose – as “contribuições” da indústria do papel.

 

“O artesanato tem se consolidado como importante fonte de renda para milhares de pessoas no país. Ao ser tratado com profissionalismo, pode inspirar novos artesãos a contribuir para a valorização do setor”, afirma Sérgio Cardoso, diretor administrativo e financeiro do Sebrae SC.

 

Serviço

 

Exposição “Entre Contrastes” – Da Indústria ao Artesanato Catarinense

De 23 de fevereiro a 12 de maio

Local: CRAB – praça Tiradentes, 67 – Centro, RJ

Horário: terça a sábado, das 10h às 17h

Livre

Grátis

 

                                                              Para comentar, aqui

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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