• Sônia Apolinário

Um sombrio Pinóquio chega aos cinemas

Quanto maior a mentira, mais sombria a verdade. Em torno desse mote gira “Pinóquio”, filme em formato live-action da clássica história do boneco de madeira que sonha em virar menino de verdade, que chega aos cinemas na quinta-feira, dia 21. No papel do solitário marceneiro Gepeto está Roberto Benigni, que volta às telas após uma ausência de oito anos.



O diretor Matteo Garrone (“Gomorra”) buscou fazer de seu Pinóquio uma adaptação mais fiel ao personagem original de Carlo Collodi. Assim, se afastou bastante da versão que se tornou popular, a partir da clássica animação de 1940, e criou uma trama mais sombria.


Na história, o solitário Gepeto, que sonhava em ser pai, esculpe Pinóquio (Federico Ielapi, de 10 anos), a partir de um tronco de árvore. Ele deseja que seu boneco de madeira ganhe vida é atendido. Porém, a desobediência de Pinóquio faz com que se perca de casa e embarque em uma jornada repleta de mistérios e seres fantásticos, que levará o garoto a conhecer de perto os perigos do mundo. Não bastasse isso, Pinóquio vê seu nariz crescer a cada mentira que conta.

Carlo Collodi é o pseudônimo de Carlo Lorenzini (1826-1890), um maçom jornalista, escritor e humorista italiano nascido em Florença. Ele já tinha publicado vários livros em diferentes estilos quando, em 1881, criou o "Giornale per i bambini", o primeiro periódico italiano voltado para o público infantil. Foi lá que publicou originalmente "Storia di un burattino" (“História de um Boneco”), o primeiro capítulo do seu futuro livro, “Aventuras de Pinóquio”. Lançado em 1883, se tornaria um clássico em todo o mundo após o desenho animado produzido pelos estúdios de Walt Disney.


O nome Pinocchio é uma palavra típica do italiano falado na Toscana e significa pinhão. O boneco de madeira é um dos souvenirs mais populares de Florença por ser a cidade natal do seu criador, Collodi.


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