Protagonizado por Lucinha Lins, musical sobre a cantora Fafá de Belém estreia no Rio
- Redação
- 14 de jan.
- 3 min de leitura

Política, memória afetiva e muita música são os principais ingredientes de "Fafá de Belém, o Musical", que estreia nesta quinta-feira (15), no Teatro Riachuelo, no Centro do Rio.
Idealizado e dirigido por Jô Santana, a peça celebra cinco décadas de trajetória da cantora paraense, exaltando sua força artística e de cidadã brasileira.
Com pesquisa de Rodrigo Faour, o texto foi escrito por Gustavo Gasparani e Eduardo Rieche. A narrativa é construída em três planos.
O tempo presente acontece durante a gravação de um documentário em homenagem aos 50 anos de carreira da cantora, no histórico Teatro da Paz, em Belém. O passado entra em cena por intermédio das memórias da infância de Fafá, em uma Belém lírica, marcada por mitos e lendas amazônicas. Entre os dois tempos, se apresenta a construção da carreira da artista — da capital paraense para o mundo.
Várias intérpretes vivem Fafá de Belém, em diferentes fases: a menina é interpretada por Laura Saab (neta da homenageada) e Clarah Passos. No começo da carreira, Helga Nemetik faz a Fafá-cantora. A artista nos dias de hoje é interpretada por Lucinha Lins.
Amazônia
O espetáculo tem início com um número musical dedicado à Amazônia.
As lembranças da infância de Fafá se misturam a lendas como a Cobra Grande, o Boto e o Tamba tajá, narrando a trajetória da menina cabocla que saiu de Belém para conquistar o Brasil.
A atmosfera regional é marcada pelo coro “Carimbó-Siriá”, coletivo de atores-músicos que acompanha as diferentes fases da cantora. O público conhece sua relação familiar, cultural e religiosa, base de sua identidade artística.
Entre os destaques desse primeiro ato estão a relação amorosa com o músico Raul Mascarenhas, apresentada em paralelo com a lenda do boto, e o Círio de Nazaré, que culmina no encontro de Fafá com o Papa.
Algumas músicas do primeiro ato: Amazônia, Pauapixuna, Bom dia Belém, Foi assim, Eu preciso aprender a ser só, Sedução, Filho da Bahia, Cavalgada, Que me venha esse homem, Eu sou de lá e Ave Maria.
Cidade
O regional amazônico dá lugar à estética urbana da diva da MPB. Surge uma Fafá consagrada, politizada e dona do seu discurso.
A abertura do segundo ato retrata o movimento das “Diretas Já”, ressaltando o engajamento da cantora.
Outro momento marcante é a homenagem de um grupo de drags, que interpreta sucessos como Abandonada, Meu Homem, Memórias e Sob Medida, celebrando o apoio de Fafá à comunidade LGBTQIA+.
O espetáculo também aborda sua forte ligação com Portugal, incluindo uma cena no Cassino Estoril com a canção Nem às paredes confesso. O DJ Zé Pedro entra em cena para colaborar na criação do álbum “Do tamanho certo para o meu sorriso”, inspirado no tecno-brega paraense — reconectando Fafá às raízes de sua terra.
O ato traz ainda o sucesso do remix de Emoriô e canções como Coração do Agreste, Bilhete e Nuvens de Lágrimas. O encerramento é apoteótico, com o Boi de Parintins e a emblemática canção Vermelho.
No palco, as músicas são tocadas ao vivo por Bruno Martins (bateria), Didier Fernan (baixo), Fábio D´Lélis (percussão) e Frank Russo (cordas) sob regência do maestro Glauco Berçot.
Também fazem parte do elenco Mona Vilardo, Ananda K, Fernando Leite e Sérgio Dalcin, entre outros.
Serviço
"Fafá de Belém, o Musical"
Local: Teatro Riachuelo - Rua do Passeio n.º 38/40, Centro, Rio de Janeiro.
Data: de 15 de janeiro a 8 de março, de quinta-feira a domingo. (no Carnaval não haverá apresentação)
Horários: quintas e sextas, às 20h; sábados e domingos, às 17h.
Classificação Indicativa: 12 anos
Ingressos na bilheteria do teatro (sem taxa de conveniência) ou online
Valor dos ingressos
Plateia VIP: R$ 200,00 (Inteira) / R$ 100,00 (Meia)
Plateia: R$ 180,00 (Inteira) / R$ 90,00 (Meia)
Balcão nobre: R$ 100,00 (Inteira) / R$ 50,00 (Meia)
Balcão simples: R$ 40,00 (Inteira) / R$ 20,00 (Meia) valor do ingresso popular
































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