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  • Sônia Apolinário

Por campanha com influenciadora transgênero, Budweiser sofre boicote nos EUA

Nos Estados Unidos, a Budweiser passa por uma crise após escolher uma influenciadora transgênero para fazer anúncio da marca, que pertence à Anheuser-Busch.


O que os responsáveis pelo marketing da empresa estavam mirando era o número de seguidores que Dylan Mulvaney tem nas redes sociais: 1,8 milhão no Instagram e 10,8 milhões no TikTok. O que acertaram foi a ira de grupos conservadores do país, que têm como principal referência política Donald Trump.


A campanha publicitária para a Bud Light começou com o rosto da influenciadora estampado em latas da cerveja que ela postou em um vídeo. Foi o suficiente para integrantes da extrema direita lançar uma campanha de boicote à cerveja, postar vídeos em que metralham caixas da bebida e ameaçar jogar uma bomba na fábrica, em Los Angeles.


A reação do “mercado” foi rápida: as ações da Anheuser-Busch caíram em 5% logo após o anúncio do boicote, representando uma perda de US$ 6 bilhões (cerca de R$ 30 bilhões) em valor de mercado. Em cerca de 20 dias, as vendas despencaram em 17%.


Como alguém tem que pagar a conta, Daniel Blake, vice-presidente da Anheuser-Busch responsável por cuidar das marcas tradicionais, dentre elas a Budweiser, foi afastado do cargo. Além disso, Alissa Heinerscheid, vice-presidente de marketing da Bud Light, será substituída por Todd Allen, atual vice-presidente global da Budweiser.


Por enquanto, a empresa tem evitado grandes comunicados. Se limitou a dizer que é comum trabalhar com influenciadores como estratégia para atingir consumidores de nichos específicos de mercado. Sobre a lata com o rosto de Dylan, afirmou ser comemorativa, dada de presente para a influenciadora e que não estava à venda para o público em geral.


Dylan nasceu na Califórnia em uma família conservadora. É formada em artes e teatro musical por uma universidade de Cincinnati. A transição de gênero começou durante a pandemia de Covid-19, um processo que ela expos nas suas redes sociais, fazendo com que passasse a ter milhares de seguidores. Ela usa seu status de influenciadora para defender o direito das pessoas transgênero, nos EUA.



As imagens foram reproduzidas do perfil do Instagram de Dylan: @dylanmulvaney

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Fonte: agências internacionais

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