• Sônia Apolinário

Dogma aceitará Bitcoin nos seus bares

A cervejaria Dogma (SP) informa: em novembro, passará a aceitar Bitcoin como forma de pagamento, nos seus bares. A iniciativa acontece quatro anos depois do The Drunk Trunk, do Rio de Janeiro, fazer a mesma coisa.


De acordo com Leonardo Satt, cofundador da Cervejaria Dogma, aceitar Bitcoin significa aumentar o leque de opções de pagamentos dos clientes da marca. Na sua opinião, o uso de criptomoeda será comum, no comércio varejista, nos próximos anos.


“Mesmo que muitos ainda considerem o Bitcoin apenas como reserva de valor, nós, da Dogma, acreditamos no seu potencial como moeda de troca, visto que já existem muitos profissionais trabalhando no desenvolvimento da lighting network e que, em breve, com a atualização da Taproot, teremos um benefício nas taxas de transação. E, quem sabe, logo iremos utilizá-lo como unidade de conta”, afirma.


Traduzindo: a constante atualização da rede Bitcoin (taproot) é que vai permitir com que as transações com essa criptomoeda se tornem rápidas (lighting network) como acontece, por exemplo, com os cartões bancários convencionais.


Isso será melhor explicado por Dalmo Marcolino, pioneiro na venda de cerveja com Bitcoin. Em 2017, então dono da marca cigana Bierteria, ele fez uma venda pioneira da bebida para o consumidor final, utilizando a criptomoeda.


No ano seguinte, como sócio da rede de bares The Drunk Trunk, passou a aceitar em duas das quatro unidades (Tijuca e Nova América) não só Bitcoin como as criptos Dash e Waves.

Passado quatro anos, Dalmo considera que sua experiência foi positiva e acha que demorou para outras marcas notarem o potencial do uso de criptomoedas nos seus negócios.


“Bitcoin é uma rede lenta e cara. Por isso, não era muito usada como moeda de troca. Levava mais de dez minutos para se confirmar uma transação. O bom dessa tecnologia é que está em constante atualização. Assim, atuaram para melhorar isso e foi criada uma rede dentro da rede para dar agilidade às transações. Também, agora, já existe um sistema que integra toda a transação com o PDV, o que simplifica o gerenciamento. Em novembro, vem uma nova atualização e há uma grande expectativa em relação a isso”, explica Dalmo que, em 2018, também criou o rótulo Bitcoin, no caso, uma Belgian Golden Strong Ale.


Segundo ele, seu principal ganho ao aceitar Bitcoin como pagamento no bar foi em marketing, que gerou curiosidade e atraiu público para o estabelecimento.


“Recebemos pessoas que foram lá exclusivamente para ter a oportunidade de fazer uma transação corriqueira com Bitcoin”, conta.


Naquela época, a lentidão da rede foi o que mais atrapalhou para que seguisse com a iniciativa. Para fazer a transação, primeiro ele recebia o Bitcoin na sua própria carteira para, depois, passar, manualmente, para a contabilidade do PDV.


Com as atualizações da rede, Dalmo acredita que a Dogma vai “surfar uma bela onda”. Ele acredita que a marca paulista pode vir a fazer “muitas brincadeiras” como, por exemplo, vir a criar um programa de cashback diretamente para seus clientes ou mesmo a sua própria criptomoeda.


“A Dogma pode usar a força da sua marca para fortalecer o ecossistema cervejeiro a partir do uso de criptomoedas, que é deflacionária, ou seja, a partir do momento que você a recebe, seu valor só aumenta. Quanto mais pessoas adotarem, melhor, porque ajuda a desmistificar que é preciso entender muito de tecnologia para usar uma criptomoeda. Popularizar é bom para que as pessoas entendam o propósito das criptos”, comenta Dalmo.


A Dogma, para marcar a novidade, dará desconto de 10% quem pagar com Bitcoin, em todas as suas unidades, entre os dias 02 e 07 de novembro.

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