top of page
  • Sônia Apolinário

Chairman BR do World Beer Awards avalia a presença brasileira na edição 2023 do concurso



No World Beer Awards 2023, houve mais inscrições na categoria Brazilian Pale Ale e menos em Catharina Sour, os dois estilos brasileiros que constam dos guias internacionais de estilo de cerveja. Quem informa é René Aduan Junior, Chairman BR do concurso.


A primeira fase da competição, quando os rótulos são julgados por país, teve o resultado divulgado no último dia 3 de agosto. Quem leva ouro se credencia a participar da etapa internacional, cujo resultado será divulgado no dia 24 de agosto.


René informou que a Brazilian Pale Ale teve o dobro de inscrições, em relação ao ano passado (ele não falou o que isso significa em números). O estilo faz parte do WBA há dois anos. Muito graças ao próprio René.


Este ano, dois países medalharam na categoria: Brasil e Holanda. No caso do Brasil, três rótulos subiram ao pódio:


Todanossa, da Lohn Bier (SC) ficou com bronze;

A APA da cervejaria Xaraés (MT) levou prata e

A Virtù Vol 2, da cervejaria Daoravida (SP) ficou com ouro, o que a credenciou a disputar o título de melhor do estilo a nível internacional.


A Virtù Vol. 2, de acordo com a cervejaria, é uma Brazilian IPA com single hop de Comet, lúpulo brasileiro proveniente das fazendas Lúpulos Dalcin e Brava Terra. O resultado foi uma bebida “bem refrescante, com um amargor limpo e notas de tutti-frutti e frutas cítricas tanto no aroma quanto no paladar”.


Ano passado, a Todanossa foi a única cerveja nacional inscrita na categoria e levou medalha de prata. Esse rótulo é considerado o criador do estilo Brazilian Pale Ale.


Pela Holanda, quem levou medalha na categoria foi o rótulo Juicy Pale Ale da cervejaria Liberty. Ficou com a prata quando. Ano passado, levou ouro e foi o único da categoria, em toda a competição.


“Tivemos o dobro de inscrições, nessa categoria. Algumas cervejarias entenderam a proposta e começaram a focar no uso de ingredientes nacionais e nos parâmetros do estilo. Tivemos um painel razoável, maior do que muitos estilos consagrados. Maior, inclusive, do que Catharina Sour. Todas as cervejarias que ganharam, pelo Brasil usaram ingredientes nacionais. As gringas, não posso afirmar porque não conheço. O fato é que, este ano, tivemos uma brasileira para o painel mundial. Isso é importante para o estilo. Mostra que teve uma maturidade, um entendimento sobre o estilo”, informou René que, de Londres, onde o concurso é realizado, conversou com Lupulinário.


Sobre o estilo Catharina Sour, que há seis anos faz parte do concurso, René observou uma situação que lhe causou estranheza, como ele disse:


“Curiosamente, algumas Catharinas Sours foram inscritas em outras categorias. Isso me causou estranheza, mas é opção do cervejeiro. Existiram muitas Catharinas Sours, no concurso, mas não necessariamente inscritas na categoria Catharina Sour”.


Um exemplo dessa situação é o rótulo Mona Lisa, da cervejaria Masterpiece, de Niterói (RJ). Apesar de ostentar na sua lata e em toda a divulgação que se trata de uma Catharina Sour, o rótulo foi inscrito na categoria “Flavoured Beer” dentro do estilo “Fruit e Vegetable” e levou medalha de bronze.


No estilo Catharina Sour, três países ganharam medalha: Brasil, França e Peru.


Pelo Brasil, a cervejaria St Patrick’s (SP) levou bronze e a Artmale (BA), ouro.

Pela França, a Bobs Beer ganhou uma medalha de prata.

Pelo Peru, a Two Broders ganhou ouro.


Isso significa que Brasil e Peru disputam, na fase internacional, quem levará o título de melhor Catharina Sour do mundo . Esse é o primeiro estilo de cerveja oficialmente tido como brasileiro.


“Se uma peruana ganhar como melhor do mundo em Catharina Sour, paciência. Que os brasileiros façam mais Catharinas para a competição e inscrevam na categoria. Isso tem a ver como o brasileiro considera o estilo. Isso é uma coisa para se avaliar no futuro”, comentou René.


Gringas pelo Brasil


Nessa primeira fase da competição, medalharam, pelo Brasil, as cervejarias Spaten (prata no estilo Helles – Munchner), Corona (prata em Lager No e Low alcoohol) e Stella Artois (bronze em Gluten-free). A Stella Artois também competiu representando a Bélgica, seu país de origem, e levou bronze na categoria 0% álcool.


Como René avaliou o fato de uma cervejaria de origem alemã, outra mexicana e uma belga concorrerem pelo Brasil ?


“Acho excelente eles terem recebido medalhas como cervejarias brasileiras. Prova que os produtos no Brasil estão sendo feitos com extrema excelência, ou seja, indicam uma excelência fabril importante, então, acho positivo”.


Uma curiosidade: a Skol levou uma medalha de bronze para a Bolívia, no estilo International Lager.


O que surpreendeu René nesta edição 2023 do concurso?


“Se algo me surpreendeu, nesta edição da competição, foi o amadurecimento das micro e pequenas cervejarias brasileiras. Teve rótulos muito interessantes que transformaram painéis importantes. A gente tem Grape Ales que estão competindo com as melhores do mundo, da mesma forma Bruts e cervejas de estilos belgas. Os estandes brasileiros estão sendo mais visitados. Isso foi importante. O que me surpreendeu foi o amadurecimento das cervejerias brasileiras frente ao que significa um campeonato mundial. Entendendo que não é qualquer coisa que se coloca em um campeonato mundial, mas cervejas que tenham condições de disputar as medalhas. Tem a ver com a relação entre a quantidade de rótulos inscritos X o número de medalhas ganhas. Isso é o aproveitamento, que este ano, foi maior do que nos anos passados. Isso me deixou muito feliz, me surpreendeu muito”, afirmou René.


Conheça todos os vencedores por países do WBA 2023, aqui



Comments


Destaques
Últimas
bottom of page