Chocolate Quetzal: um saboroso recomeço

25/08/2020

Pioneiro no Rio de Janeiro na produção de chocolate bean-to-bar, ou seja, da amêndoa do cacau à barra, e de conquistar uma parcela do mercado de chocolate premium no Brasil, a Quetzal (o nome remete a um pássaro com plumagem colorida que pode ser encontrado nas zonas tropicais da América Central) está recomeçando. 

 

 

Mas como assim, recomeçando? Explica-se.

 

Desde 1996 o ex-engenheiro elétrico Émerson Gama “trabalha” com chocolates, fazendo, no início, uma produção caseira de bombons, pães de mel e distribuindo suas delícias aos parentes e amigos.

 

“Somos uma família que respira chocolate”, diz Émerson.

 

Em 2010 fundou a Quetzal, numa cozinha de oito metros quadrados. E estava tocando a vida, como chocolatier, criando sabores que começaram a diferenciar seus chocolates de outros do mercado. Tangerina, maracujá, café, sal rosa do Himalaia, açúcar de maçã, açúcar de coco, castanha-do-Pará, frutas vermelhas, figo foram introduzidos nas receitas.

 

Em 2016, juntou-se a Roberto Maciel e a Quetzal deu um novo passo, começando a produzir em uma pequena fábrica de Bonsucesso, Zona Norte do Rio. O sabor, as embalagens e os nomes do chocolates – Arábica, Bah!, Bahia, Himalaia, Paradiso, Passiflora, Theobroma, Xingu, por exemplo – começaram a atrair a atenção dos consumidores.

 

“Chocolate tem que ter nome”, diz Émerson, “Há muita marca de chocolate no mercado e o nome é importante para diferenciar cada uma”.

 

Porém, “por diversas razões” a sociedade foi desfeita e cada um foi para o seu lado. Émerson ficou com a marca Quetzal e Roberto, com a fábrica. De Bonsucesso, Émerson foi para Água Santa, também na Zona Norte, onde, num espaço menor, recomeçou, no início de agosto, a produzir os seus chocolates. O conceito de chocolate artesanal ainda persiste.

 

"Pra mim está de bom tamanho; com a estrutura que tenho hoje consigo trabalhar de forma mais tranquila e cumprir a missão a que me propus, que é produzir chocolate de qualidade com receitas originais, desenvolver todo o processo com as máquinas clássicas, restaurando e aperfeiçoando o sistema. Produzir chocolate de verdade e com muito sabor. Agora produzo em microlotes e isso faz toda a diferença", comenta.

 

As amêndoas do cacau provenientes do Pará – estado que disputa com a Bahia o título de maior produtor de cacau do Brasil – são moídas em dois moinhos de pedra, de 25 quilos cada um.

 

“Por ser produzido em moinhos menores, ele fica mais fino e mais palatável”, ele explica.

 

Com capacidade instalada para produzir 50 quilos de chocolate a cada dois dias, Émerson pretende, neste início, se dedicar à produção de cerca de 20 tipos dos 60 que já criou. Voltou a produzir, por exemplo, o Paradiso (60% cacau), que estava fora de linha. Adoçado com açúcar demerara, é feito com frutas vermelhas (cranberry, blueberry, gogi, cereja, amora preta e framboesa). O Vida também vai voltar - é um 70% cacau “e o primeiro chocolate adoçado com maçã no mundo”, afirma Émerson, empolgado.

 

Embora os pedidos cheguem de todo o Brasil, no momento (última semana de agosto), a Quetzal está na fase de produção de estoque. As vendas/distribuição começam na primeira quinzena de setembro.

 

“Temos uma legião de fãs de todas as idades em todo o país”, diz.

 

Embalagens

Um diferencial dos chocolates Quetzal são as embalagens que, segundo Émerson “sempre foram muito disputadas e colecionáveis; muita gente tem embalagem guardada”.

 

As embalagens são criadas pelo próprio Émerson e impressas no mesmo local da fábrica.

 

Os pedidos pode ser feitos pelo e-mail: quetzalcacau@gmail.com

 

 

Matéria publicada originalmente no site

Delícias Gastronômicas do Estado do Rio de Janeiro

 

Leia também:

No Dia Mundial do Chocolate, os produtos artesanais brasileiros ganham destaque

 

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