Leuven e Schornstein anunciam fusão para criação da Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal

As cervejarias Leuven (SP) e Schornstein (SC) divulgaram hoje (1 de julho)  um informe ao mercado para comunicar que assinaram um Memorando de Entendimento (Memorandum of Understanding, “MoU”). Isso indica a intenção de fusão entre as empresas para a formação da Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal, que passa a ser a detentora das marcas.

 

 

A iniciativa do negócio partiu da Leuven. CEO da cervejaria de Piracicaba, Gustavo Barreira explica que, ao projetar  a expansão da empresa, “foi ficando claro” que crescer em um mesmo local “dificulta ir longe”:

 

“O mercado próximo satura e quando se tenta sair para locais mais distantes, o produto chega ainda mais caro e com qualidade inferior.  Assim, ao invés de ter uma grande capacidade produtiva concentrada em um único local, penso que montar uma estrutura capilarizada, com fábricas de médio porte espalhadas pelo Brasil e distribuição otimizada é uma solução.  Há cinco anos, ter qualidade era um diferencial. Isso mudou. Tem marcas novas fazendo cervejas incríveis. Hoje, é preciso cortar caminhos, se propor ousar e assumir riscos", afirma.

 

A fusão significa, na prática, que será possível para a Leuven produzir na fábrica da Schornstein, em Pomerode, e vice-versa. A cervejaria paulista tem capacidade produtiva de 70 mil litros / mês, enquanto a catarinense alcança 150 mil litros / mês. Recentemente, a Leuven se tornou sócia de uma fábrica ainda em fase final de construção, em Salvador (BA). O que significa que as marcas também terão um porto seguro no Nordeste do país.

 

A Schornstein foi escolhida, segundo Gustavo, a partir de três requisitos: posicionamento geográfico, capacidade produtiva e marca forte “com princípios sólidos de governança e profissionalismo”.

 

O começo dessa “paquera” foi em novembro do ano passado. Foram oito meses de conversas até começarem o namoro e chegarem à promessa de casamento.  No momento, as cervejarias fazem estudos de branding para definir preços dos rótulos e posicionamento de vendas para evitar que se canibalizem, no mercado. Segundo Gustavo, os portfólios serão mantidos por serem complementares: a Leuven foca na escola belga, enquanto a Schornstein, na alemã. Só há dois rótulos coincidentes: uma Pilsen e uma Witbier. Os executivos não descartam a possibilidade de criação de uma terceira marca “em breve”  ou de receber mais uma cervejaria para o projeto.

 

“Essa união de forças e competências é mais um grande passo na história de mais de 13 anos da Schornstein no mercado brasileiro da cerveja artesanal, fortalecendo ainda mais a nossa posição como uma das cervejarias mais respeitadas do País”, diz Luiz Selke, sócio da cervejaria catarinense. 

 

Fundada em junho de 2006, a Schornstein está sediada em um prédio histórico: o antigo Mercado Weege. Ao lado da fábrica, o prédio que deu início à cervejaria abriga atualmente o Schornstein Kneipe - Bar Oficial - que se destaca por uma imponente chaminé de 30 metros de altura,feita de tijolos maciços artesanais. Daí vem a origem do nome Schornstein que, em alemão, significa chaminé.

 

Já fazia parte dos planos da Leuven lançar uma terceira rodada de captação pública de verba via crowdfunding. A cervejaria foi pioneira, no segmento, a se utilizar desse recurso. Na sua primeira ação, em 2017, captou R$ 1,670 milhão. Desde então, a cervejaria passou a ter 109 sócios, de vários estados do país e também do exterior. Em setembro de 2018, um segundo crowdfunding captou mais  R$ 1,5 milhão e aumentou o número de sócios para os atuais 300.

 

A nova captação acontece três meses depois da marca ter promovido uma rodada de captação privada, entre os seus sócios. Naquele momento, o objetivo era arrecadar  R$ 3 milhões. Em 12 horas, o crowdfunding já tinha reunido R$ 4,5 milhões. A captação foi finalizada 15 dias depois de iniciada, com 154% da meta alcançada. Agora, o objetivo é conseguir R$ 5 milhões. A ação será lançada dia 8 de agosto pela plataforma Basement / Kria (www.kria.vc).

 

Com a fusão, os 300 sócios da Leuven se tornam, automaticamente, sócios da CBCA. O mesmo vale para os três sócios Schornstein. 

 

 

Em maio passado, a Leuven inaugurou sua nova fábrica, no histórico bairro de Monte Alegre, em uma área de 800 metros quadrados. O local era uma usina de açúcar que se encontrava em ruínas. Criada em 2010, a cervejaria funcionava em um galpão de 250 metros quadrados, no centro da cidade.

 

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