Não brinque com a meningite

Em pleno carnaval, um assunto que não tem nada de brincadeira pede passagem: a meningite. O Grêmio Recreativo Comunic convocou a "destaque" Monica Levi, presidente da Comissão da Revisão de Calendários da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), para espantar a falta de informação e convidar a todos para cair na folia da imunização contra a doença. Meningite mata e, às vezes, mesmo tratada, pode deixar sequelas. Siga a “modinha”: vacine-se.

 

Enredo

 

A meningite é uma infecção bacteriana das membranas que recobrem o cérebro. É uma doença causada por diversos agentes infecciosos, como bactérias, fungos e vírus. A do tipo meningocócica está entre as doenças imunopreveníveis  mais temidas.

 

No Brasil é endêmica e costuma se “manifestar” em pequenos surtos. A meningite não foi erradicada em nenhum país do mundo.

 

O país não vive um surto da doença, no momento. A última vez que isso aconteceu foi na década de 90.

 

“Por ano, são notificados cerca de 1.200 casos, no país. Quando ocorre da bactéria (meningococo) atingir a corrente sanguínea, provoca meningococcemia, ou infecção generalizada, que mata de modo fulminante, uma média de 250 pessoas no país, por ano”.

 

Comissão de frente

 

A vacina é a única forma de prevenção contra a meningite. No Brasil, desde 2010, a rede pública de saúde disponibiliza imunização para crianças de 0 a 4 anos e de 11 a 14 anos, para a doença do tipo C. Existem ainda outros quatro tipos de meningite: A, B, W e Y.

 

“O tipo C corresponde a 60% dos casos. Assim, em termos de política pública, é correto que esse seja o tipo de vacina oferecida pelo governo. Essa vacina é recomendada para crianças a partir de 2 meses de idade até os 19 anos”, informa Monica.

 

A vacina para o tipo B, que responde por 30% dos casos, chegou em 2015 ao país, mas está disponível somente na rede particular de saúde, onde também é encontrado um segundo tipo de vacina: ACWY. A imunização de um dos tipos não inibe que se contraia os outros.

 

Evolução

 

Criança com um quadro que reúna febre alta, dor de cabeça muito forte e vômito pode indicar uma suspeita de meningite. Em bebês, nem sempre a febre se manifesta. Porém, a moleira fica “dura e estufada”; pode haver convulsão e há uma manifestação de grande irritabilidade, com muito choro.

 

“A meningite deixa a criança em um estado geral muito ruim, prostrada. Diferente quando se trata de uma virose, onde, às vezes, mesmo com febre, a criança até brinca”, explica Monica.

 

A meningite é uma doença de notificação obrigatória. Em caso de óbito, a Vigilância Sanitária faz contato com as pessoas que estiveram mais próximas da vítima para ministrar um medicamento profilático, que não é comercializado.

 

Quando não leva à morte, a meningite pode provocar sequelas do tipo  dano cerebral, perda auditiva ou alguma incapacidade. Entre 10 a 20% dos sobreviventes da doença sofrem alguma sequela.

 

Harmonia

 

O contágio da meningite se dá por transmissão respiratória, ou seja, pelo ar. Muitas pessoas são portadoras da bactéria (ou vírius), mas não desenvolve a doença. Os principais portadores são os adolescentes. Tosse, espirro, beijo podem ajudar na propagação da doença.

 

 “Na clínica onde trabalho, as pessoas estavam enlouquecidas. A maioria veio por conta da notícia da morte do Arthur, o neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acabou colocando a doença em evidência. Infelizmente, casos fulminantes como o dele não são raros”, afirma Monica.

 

Em relação ao movimento anti-vacina que tem se alastrado pelo mundo, o que a médica tem observado é que seus adeptos são pessoas “hesitantes”. O que elas temem é o suposto efeito colateral da vacina.

 

“A classe A, formada por pessoas de mais poder aquisitivo e maior acesso à informação é a principal integrante desse movimento. Porém, somente 2% dos que se dizem adeptos são, de fato, convictos. Os outros, quando surge um vírus novo, correm logo para se vacinar”.

 

Alegoria

 

 

“Não é preciso haver uma tragédia para que as pessoas entendam a importância da prevenção”, alerta Monica.

 

 

Para obter informações corretas e confiáveis sobre imunizações, vá no site da SBIm.

Para saber mais sobre meningite também.

 

 

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