Ele é power!

Cauã Reymond, Daniella Sarahyba, Ana Beatriz Barros, Raica, Marcio Garcia. O que essas celebridades têm em comum? Quem aposta em fama e vida glamourosa acerta, em parte. A questão é como foram “descobertos”. Neste caso, a resposta certa é uma só: Sérgio Mattos, dono da agência 40 Graus Model. Aos 55 anos, ele completa 30 anos como protagonista no mundo da moda brasileira, com direito a acompanhar os primeiros passos da super top Gisele Bündchen. Para celebrar a data, reuniu 50 fotos, além de cartas e composites do seu arquivo pessoal para montar a exposição “30 anos de moda – Sérgio Mattos”, que poderá ser vista domingo (16), a partir das 17h, no HUB RJ, na Avenida Professor Pereira Reis, 50, Santo Cristo, na Zona Portuária do Rio de Janeiro. 

 

   foto: Marcio Farias

 

Nascido em Iguaí (BA), criado no Rio de Janeiro, o jovem Serginho não imaginava que se tornaria sinônimo de moda. Pensava, sim, em ser artista. Teatro, música, poesia estavam no seu “radar”. Na sequência dos estudos, achou que Comunicação tinha tudo a ver com ele. Foi assim que acabou em uma turma da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Lá, passou a ser conhecido como Baiano, apelido pelo qual seus amigos da faculdade ainda o chamam. Os estudos de jornalismo, porém, ficaram pelo caminho.

 

“Comecei a trabalhar na (loja) Yes Brazil, além de fazer teatro e alguns trabalhos de publicidade. A Yes me transferiu para ser gerente em São Paulo. Minha vida deu uma reviravolta e me joguei na moda. Tudo porque, na Yes, eu fazia produções e acabei lançando vários dos meus vendedores como modelos”, conta ele.

 

Serginho foi convidado para ser booker da Elite quando a agência francesa se instalou no Brasil, em 1988. Faz parte da função de um booker selecionar modelos em função do trabalho contratado (desfile de passarela, fotos para catálogos, atuação em peças publicitárias). É também quem acompanha e dá suporte a profissionais em começo de carreira. Foi ele quem cuidou da iniciante Gisele Bündchen.

 

E pensar que, de imediato, ele não viu grandes belezas naquela que se tornaria uma das

modelos mais famosas do mundo. Gisele participou do The look of the year, o concorrido e poderoso concurso promovido pela Elite. Serginho conta que foi o próprio dono da agência, John Casablancas (1942-2013), quem alertou que estavam diante de uma supermodelo. Desse episódio, a lição aprendida por Serginho foi que personalidade é mais importante do que “beleza perfeita”. Sim, Gisele, para ele, tinha uma “beleza comum”.                                                              com Claudia Menezes e Gisele Bündchen, 1994    

 

Com olhar mais apurado, viu em Raica Oliveira mais do que a tal “beleza comum” e lançou mais uma modelo para o Olimpo da moda. Rodrigo Hilbert, Isabelli Fontana, Carol Ribeiro, Paulo Zulu e Alessandra Ambrósio são algumas das descobertas de Serginho que, em 2004, abriu sua própria agência.

 

“Depois de dez anos de Elite, três de Mega e um ano de Next New York, achei que era hora de ter algo com a minha cara, bem carioca”, comenta.

 

A 40 Graus Model funciona no Shopping Downtown, na Barra da Tijuca e tem, atualmente, 200 modelos e 40 atores cadastrados. Lá, Serginho promove workshops com regularidade porque não basta se achar bonitinho para ser modelo. Segundo o booker é preciso ser também comunicativo e estar antenado com as tendências de mercado.

 

Mas é o tal negócio, quando se desenvolve “olho clínico” para descobrir talentos, é possível enxergar o potencial, por exemplo, de uma tímida e desengonçada Ana Beatriz Barros ou manter a aposta em Alessandra Ambrósio, apesar de ter sido desclassificada em um The Look of the year por ter ser considerada baixinha – anos depois, virou Angel da Victoria’s Secret.

 

Ok, são muitos gols. Mas bola fora, nunca teve?

 

“Teve várias. Foram alguns talentos que descobri, me dediquei no desenvolvimento, lançamento e divulgação e, simplesmente, me trocaram pela primeira proposta dos concorrentes”, comenta.

 

Ele não cita nomes, mas o caso mais notório foi o de Jesus Luz. O modelo que lançou e agenciava, teve um caso com Madonna, durante uma temporada brasileira da cantora. Com projeção internacional da noite para o dia, Jesus se mudou de mala e cuia para a Ford, de Nova York.

 

Sobre assédios e “testes do sofá”, Serginho observa que modelos trabalham com beleza e exposição de imagem, portanto, “têm que aprender a lidar com todas as situações, inclusive saber dizer não na hora certa”.

 

Para quem sonha entrar para a profissão de modelo, ele alerta que é preciso ter cuidado com falsas promessas:

 

 

“É preciso fazer muita pesquisa para saber quem é quem no mercado e não entrar em furadas. Tem muita agência fake por aí. Paciência e profissionalismo são requisitos necessários para fazer as escolhas certas. Em relação à construção de carreira, cada caso é um caso. Alguns bombam logo. Outros demoram uns dois anos para decolar”.

 

  Com Cauã Reymond e Alinne Moraes

 

 

No momento, diversidade é a palavra que dita a moda em termos de padrão de beleza. Segundo Serginho, esse atual momento é “fruto” das redes sociais. Não por acaso, a 40 Graus Model agora tem modelos plus-size, com mais de 90 cm de quadril, uma medida impensável até alguns anos atrás.

 

“Aceitar as diferenças, hoje, está na moda”, afirma Serginho.

 

 

 

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