Goiânia recebe congresso latino americano cervejeiro até sábado

O 2˚ Cervecon – Congresso Latino Americano e Brasileiro de Ciência e Mercado Cervejeiro começa amanhã (29) e vai até sábado, em Goiânia (GO). Na programação, palestras, cursos e debates cujo objetivo principal é a troca de informações, principalmente acadêmicas, sobre o setor. 

 

Inicialmente, o evento estava previsto para ser realizado em Blumenau (SC), cidade sede da Escola Superior de Cerveja e Malte, que dá apoio técnico ao evento. O “boom” cervejeiro por que passa Goiânia, porém, atraiu os organizadores para lá.

 

Integrante da comissão científica do congresso, Daniel Nesovitch Natal informa que, nos últimos dois anos, mudou o perfil dos interessados, na região, por cerveja.

 

“As pessoas procuravam minha escola porque queriam ter a cerveja como hobby. Agora,

chegam para aprender a fazer cerveja já com intuito comercial”, conta ele que, nesse mesmo período, fundou a Escola Brauhaus, a primeira voltada para o ensino de produção de cerveja, na região Centro-Oeste do país.

 

Assim, o congresso incluiu temas como montagem de cervejaria, logística e tributação, além de palestras técnicas sobre lúpulo, maltes e fermentos. A alemã Christina Schönberger vai falar sobre lúpulos. Ela é representante da Barth-Haas Group, maior fornecedor mundial do insumo. Caberá a Laura Aguiar, Mestre Cervejeira do CIT da AMBEV, discorrer  sobre o futuro da cerveja. Para falar sobre uso de madeiras na produção da bebida foi escalada  Aline Bortoletto da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiro (ESALQ), uma unidade da Universidade de São Paulo (USP). Questões de somellieria ficaram a cargo de Rodrigo Sawamura, da Escola Superior de Cerveja e Malte.

 

Atualmente, Goiânia e região contam com 25 cervejarias, a maioria cigana. A artesanal com mais destaque no cenário nacional é a Colombina, criada há quatro anos. A maior é a Klaro, com capacidade para produzir 600 mil litros por mês. É lá que as ciganas goianas fazem suas cervejas, na maioria das vezes. A Klaro existe há cerca de 20 anos. Seu carro-chefe é o chope delivery, mas também produz cerveja especial com a marca Astúria. Foi por conta de um racha na família que a Colombina surgiu.

 

Natal é descendente de russos por parte de mãe. Quando jovem, viajava todos os anos com a família para o exterior para visitar seus parentes. Foi na Europa que passou a gostar de cerveja. Ele conta que, no Brasil, não suportava o gosto da bebida. Há nove anos, se tornou paneleiro. A dificuldade para fazer cursos e comprar insumos fez com que ele abrisse seu negócio cervejeiro, em Goiânia.

 

Além de escola, a Brauhaus é brewshop e pub (com 12 torneiras), já estruturado para se tornar brewpub. Há cerca de três meses, foi aprovada, em Goiânia, uma lei estadual que flexibilizou a instalação de brewpubs. Falta, porém, ajustá-la às normas municipais de zoneamento.

 

“O mercado do sul está mais avançado. Em Goiás, estamos começando. Agora, que as informações começam a chegar e vamos passar por um período de crescimento. Até pelo exemplo do sul e sudeste, vemos que o mercado não vai absorver todos. Tem muito aventureiro entrando. Sempre digo que fabricar cerveja é fácil, difícil é vender. No momento, todos estão fazendo mais ou menos os mesmos tipos de cerveja. Quem fizer cerveja diferenciada ou extrema tende a sobreviver”, afirma Natal, mestre em estilos, especialista em Lambics, que cursou a Escola Superior de Cerveja e Malte. Em abril, ele lançou sua marca: Russian Bear.

 

 

 

 

 

 

Veja aqui a programação completa 

 

 

 

 

 

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