Uma "cola" para experimentar o melhor do Mondial de la Bière

O Mondial de la Bière Rio começa hoje (quarta-feira, 5), no Pier Mauá. Quando os portões se abrirem, às 16h, o público terá à disposição mais de mil rótulos, produzidos por 130 cervejarias, nos mais variados estilos. Nesta sexta edição do evento, que vai até domingo, tudo indica que as “vedetes” serão as Brut IPA e as RIS.

 

No meio de tanta variedade, o que escolher? Como escolher? Para ajudar nesta tarefa, a Lupulinário pediu uma ajuda ao sommelier Pedro Ribeiro, pioneiro na produção de cerveja artesanal, no Rio de Janeiro. Ele deu sugestões preciosas tanto para aficionados quanto para quem está começando a se aproximar de cervejas artesanais.

 

Pedro não se preocupou em indicar apenas lançamentos, mas as melhores dentro de seus estilos. Para os que estão iniciando no universo das cervejas artesanais, ele optou por sugestões clássicas, consagradas, em muitos casos, com referências do exterior, especialmente as alemãs.

 

“Para o visitante que está iniciando no universo da cerveja as apostas mais certeiras são estilos como Weiss, Witbier e Lagers, de uma maneira geral”, afirma ele.

 

Nesse caso, suas dicas são:

  1. As clássicas alemãs como Paulaner, com stand próprio trazendo sua Hefe-Weiss (trigo), Oktoberfest Bier (lager) e Doppelbock, "para aqueles que gostam de algo mais alcoólico".

  2. A Weihenstephan que também terá stand próprio com rótulos consagrados como Weihenstephaner Vitus, uma Weizenbock e a Weihenstephaner Hefe, cerveja de trigo.

  3. A Weltenburger traz seu stand com exemplares de outros estilos alemãs como Urtyp Hell, uma Helles e  Barock Dunkel para quem curte cervejas mais escuras.

No stand de distribuidoras como Bier e Wein e Meara o visitante “iniciante” terá a oportunidade de experimentar outros rótulos estrangeiros tradicionais e consagrados das escolas belgas como La Trappe (que na verdade é holandesa), Kwak e Timmermans e da escola alemã como Erdinger, Hofbräu e Warsteiner.

 

Dentre as cervejarias brasileiras, a Blank Mind Monk da Hop Lab se destaca no Untappd como a Czech Pils melhor avaliada do Brasil.

 

Ribeiro observa que quem já conhece um pouco mais de cerveja artesanal costuma ir atrás das IPAs e suas variantes como a NEIPA. Segundo ele, neste quesito, as brasileiras estão muito bem cotadas.

 

Suas indicações são:

  1. As clássicas Yellow Cloud da Oceânica, uma NEAPA

  2.  Hazy, uma New England IPA da cervejaria OverHop.

  3. A Brewlab com a sua IPAcoatiara (IPA)

  4. A já bem conhecida Rizoma da cervejaria Dogma para quem curte cervejas bem amargas.

 

Para os aficionados, a dica de Ribeiro é seguir para o stand da Bodebrown, com mais de 20

 torneiras. Este ano, a cervejaria de Curitiba (PR), que sempre é parada obrigatória,  traz a recém lançada Brut IPA El Dorado.

 

“Esse é um estilo que tem despertado curiosidade entre aqueles que gostam de novidades. Trata-se de uma IPA com corpo baixíssimo. A ideia é trazer a explosão de aromas de uma NEIPA, mas com corpo quase zero”, explica.

 

Outras cervejarias como a Oceânica e a Thirty Hawks também apresentam suas versões de Brut IPA.

 

A Bodebrown traz ainda clássicos como a Barley Wine envelhecida em barril de carvalho americano Hair of The Bode e a Montfort, uma Flandres Red. A cervejaria apresenta ainda outros rótulos de cervejas extremas de estilos belgas envelhecidos em diferentes barris como cognac e vinho.

 

Ribeiro também destaca a 4 Graus, famosa pelo rótulo Black Anthrax, produzido uma única vez ao ano. No evento, a cervejaria vem com a Black Anthrax 2018, uma Russian Imperial Stout e suas variantes.

 

“As cervejas ácidas têm agradado a gregos e troianos, iniciandos e iniciados”, comenta Ribeiro que também é consultor.

 

Neste caso, segundo ele, uma das cervejarias cariocas que mais têm se destacado com produções de sours é a Rockbird que traz novidades como a Tutti-Frutti Berliner Weisse. Já a cervejaria Suburbana também traz a campeã do ano passado no concurso do próprio Mondial, a Lado B, uma Berliner Weisse com adição de serihguela.

 

Ainda para os já iniciados, Ribeiro indica a cervejaria Odin, que leva para o evento a Palo Santo, uma Imperial Stout Wood Aged que, como do nome diz, tem adição de palo santo.

 

Por fim, um rótulos que tem despertado curiosidade do público é a Eisbock da Thirsty Hawks com seus singelos 30% de ABV.

 

“Creio que há dois estilos que serão muito procurado pelos aficionados: Brut IPA e as RIS turbinadas em barris especiais e com adições inusitadas como amendoim (da Botto Bier com a Zuhause)”, observa Ribeiro.

 

 

 

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