Com três lançamentos simultâneos, editora Máquina de Livros chega ao mercado

Uma editora que funciona como uma redação de jornal. Assim é a Máquina de Livros que chega ao mercado com três lançamentos simultâneos: a reportagem “ A Farra dos Guardanapos”, o perfil “Bolsonaro” e o guia de vinhos “Feitos um para o outro”. Não por acaso, dois experientes jornalistas é que estão à frente do negócio. Bruno Thys e Luiz André Alzer comandaram alguns dos principais veículos de comunicação do país e, agora, querem levar a agilidade do jornalismo para o mundo editorial.

 

"Percebemos que havia um nicho para livros com potencial comercial. Nosso foco é buscar uma boa história nunca contada, boas reportagens que, por algum motivo, passou despercebida pela imprensa. Também teremos livros de oportunidade e os que apresentem algum assunto de forma inédita”, explica Alzer, colunista do jornal O Globo e ex-diretor executivo do jornal Extra.

 

Cada um dos três focos da editora está representado nos recentes lançamentos que marcaram a chegada da Máquina de Livros ao mercado. A reportagem não vista na mídia tradicional é “A Farra dos Guardanapos – O último baile da Era Cabral”, do jornalista Sílvio Barsetti. O livro de oportunidade fica por conta do perfil “Bolsonaro – O homem que peitou o Exército e desafia a democracia”, do também jornalista Clóvis Saint-Clair. O ineditismo chega na forma de um novo tipo de guia “Feitos um para o outro – Os vinhos perfeitos para combinar com 1.304 pratos”, do sommelier Celio Alzer que, sim, é pai do editor, mas é também um dos maiores especialistas em vinhos do Brasil.

 

Como em uma redação de jornal, os temas foram “pautados” para os autores que tiveram um prazo máximo de seis meses para “fechar” o trabalho. Os livros da Máquina terão de 160 a 230 páginas. O tamanho não apenas ajuda a garantir a agilidade da produção, mas também um preço final competitivo, segundo explicou Alzer.

 

A ideia é fazer de seis a oito lançamentos, por ano. Outros três títulos já estão em produção. O quarto lançamento está previsto para outubro ou novembro. Trata-se de uma reportagem feita pelo jornalista João Paulo Arruda que vai contar a história de Brasília sob a ótica das prostitutas. A tiragem, atualmente, é de 4 mil exemplares.

 

“Queremos ter a velocidade de lançar livros assim que um bom assunto apareça. Isso pode ser feito montando quase que uma redação de jornal, de fato. Por exemplo, um personagem como o Dr. Bumbum. Podemos reunir quatro jornalistas para apurar um determinado aspecto da vida dele. Em um mês, temos um livro pronto. Esse é nosso objetivo”, conta o editor.

 

Alzer e e Bruno, ex-diretor geral do Sistema Globo de Rádio, são amigos há 20 anos. Juntos,

estudaram o mercado editorial durante cerca de quatro meses para se certificarem que era possível enveredar por esse segmento. Alzer admite que a distribuição foi o “Calcanhar de Aquiles” do negócio, desde o início. A Máquina de Livros delegou essa tarefa para a Mauad.

 

A crise das grandes redes de livrarias também é um problema, mas não chegou a assustar. Como a Saraiva e a Cultura, segundo Alzer, não estão honrado os pagamentos, os livros da Máquina não serão encontrados por lá. Porém, estão em praticamente todas as plataformas de e-commerce.

 

“Mandamos bem até a hora em que o livro está na gráfica. A partir daí, estamos aprendendo”, admite Alzer, na foto, de camisa preta.

 

Os lançamentos

 

 A Farra dos Guardanapos – O último baile da Era Cabral. Em um minucioso trabalho de reportagem, o jornalista Sílvio Barsetti traz à tona os bastidores da festança realizada em 2009, em Paris, que marcou o apogeu e a derrocada do governo Sérgio Cabral. O resultado é um livro-reportagem que reconstitui cada momento do banquete. Barsetti levantou uma quantidade impressionante de informações: da lista de convidados às conversas de pé de ouvido, passando pelo requintado cardápio e até por um barraco ocorrido em pleno salão. Este é o primeiro livro do jornalista Sílvio Barsetti. Com 30 anos de profissão, ele já cobriu esporte, cultura e política. Iniciou a carreira no “Jornal dos Sports”, passou pelo “Jornal do Brasil”, “O Dia” e, por duas décadas, trabalhou na sucursal do Rio do “Estado de São Paulo”. Barsetti participou também da pesquisa do livro “Vinicius de Moraes: o poeta da paixão”, de José Castello (Cia. das Letras).

 

 Feitos um para o outro – Os vinhos perfeitos para combinar com 1.304 pratos. Trata-se de um guia prático e inédito que oferece centenas de vinhos acessíveis para acompanhar mais de 1.300 pratos. Escrito por Celio Alzer, um dos maiores especialistas em vinhos do Brasil, o livro é dividido em 24 capítulos. Estão lá os clássicos Massas, Carnes, Frutos do Mar, Pizzas, Aves e Peixes. Também há Saladas, Tira-gostos, Miúdos e Sopas, assim como Frutas e Sobremesas. Cada capítulo reúne dezenas de pratos ou itens da mesa, com as indicações dos vinhos ideais para acompanhá-los, seja tinto, branco, rosé ou espumante – em alguns casos, cabem diferentes variedades. Celio Alzer também teve o cuidado de indicar vinhos mais ousados, para quem gosta de novidades e não tem medo de arriscar. Celio Alzer é professor da Associação Brasileira de Sommelier desde 1985 e foi presidente da instituição por três anos. Tem outros três livros publicados, já escreveu sobre vinhos em jornais e apresentou programas de rádios sobre o tema. 

 

 Bolsonaro – O homem que peitou o Exército e desafia a democracia. Este perfil de Jair Bolsonaro reúne detalhes de sua vida pessoal e pública que, superpostas, resultam num inédito retrato do deputado que quer comandar o país. Passagens de sua infância, da vida em família e de seu período na caserna se somam a aspectos de sua personalidade na composição do personagem que conhecemos. Nada de relevante escapou ao autor, o jornalista Clóvis Saint-Clair: os embates, as polêmicas, a formação do clã, o aumento do número de eleitores e o crescimento do patrimônio de Bolsonaro e da família estão entre os assuntos abordados no livro. Clóvis Saint-Clair tem 50 anos, é carioca, jornalista, com passagens pelas redações das revistas “Veja” e “Época”, e dos jornais “O Dia”, “Extra” e “Jornal do Brasil”, onde atualmente é editor de Cidade. Trabalhou nas assessorias de comunicação da Fundação Telos, da Editora Record e da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro. Hoje, também atua como roteirista e é mestrando do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem da UFF.

 

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