Blockchain e investimento em criptomoeda serão discutidos em congresso gratuito e online

Blockchain, criptografia, Bitcoin como investimento e segurança de armazenamento de dados são alguns dos assuntos que serão abordados no 1º Congresso Nacional de Moedas Virtuais (Conamov). O evento é gratuito e online. Acontece de 14 a 20 de maio, das 18h às 21h. É necessário, porém fazer inscrição. Ao todo, 16 palestrantes vão falar sobre os vários aspectos que envolvem o uso de criptomoedas. Comunic fez as mesmas perguntas para três deles: Vinícius Tex, Carl Amorim e Dalmo Marcolino.

 

 

Organizador do evento, Vinícius Tex é especialista em Bitcoins, analista de Redes e Tecnologia e fundador do Instituto Brasileiro de Blockchain e Moedas Virtuais. Com formação em redes pela multinacional americana líder em Tecnologia da Informação e Redes no mundo - CISCO, se aprofundou em criptomoedas em 2016, quando estudou na University of Nicosia (Chipre). É um dos pioneiros no Brasil na área.

 

 

 

 

Carl Amorim representa, no Brasil, o Blockchain Research Institute (BRI). De origem canadense, o Instituto tem como objetivo desenvolver conhecimento, tecnologia e negócios em torno do blockchain.

 

 

 

 

 

 

O empresário Dalmo Marcolino é um entusiasta da rede blockchain. Fundador da cervejaria Bierteria (RJ), foi o primeiro cervejeiro no Brasil a comercializar sua produção aceitando Bitcoin como pagamento.

 

 

 

 

 

1. Qual a principal orientação para quem quer começar a usar criptomoedas?

 

Tex: A principal orientação é tomar qualquer decisão estando baseado em informação. Fazer uso de criptomoedas é participar de uma revolução em um mundo de novas oportunidades e nova forma de ser. Mas é fundamental estar pronto para tal e isso só acontece com conhecimento e, acima de tudo, informação confiável. Fugir das famosas pirâmides. Olhar além dos mitos. Atuar de forma responsável. E se aprofundar nesse rico universo.

 

Amorim: Primeiro, que estude o assunto; procure as séries históricas e entenda o modelo de emissão e de novas emissões. Criptomoedas, como qualquer ativo financeiro, devem ser analisadas com diligência. Não é porque está no blockchain que um ativo é automaticamente um investimento seguro. Ao contrário, pela desintermediação, o investimento em um cripto ativo não oferece proteção alguma ao investidor.

 

Marcolino: Ir com cautela, não acreditar em milagres. Existem pirâmides de cosméticos, produtos de emagrecimento e até de telefonia, logo também existe de criptomoeda. Informe-se da mesma maneira que você se informaria para não comprar seu próximo shampoo em uma pirâmide.

 

 

2. No Brasil, existe algo em particular que dificulta uma maior aproximação das pessoas ou empresas a esse universo das criptomoedas?

 

Tex: Essa minha resposta é uma continuação do primeiro aspecto. O desafio de aproximação das pessoas com esse universo tem a ver com o desconhecimento inicial que leva à construção de mitos e inverdades. Não são numerosas as fontes confiáveis de informação e busca de conhecimento no Brasil. São raros os encontros e congressos sobre o tema. Há uma clara necessidade de maior debate entre especialistas, empresários, estudantes, instituições governamentais, órgãos financeiros e outros grupos. Falta massa crítica.

 

Amorim: São vários fatores. Primeiro, a desinformação - a imprensa é a grande responsável. O debate sobre o blockchain restringiu-se por muito tempo no preço do Bitcoin e da possibilidade de mau uso das criptomoedas. A falta de literatura em português também é um problema. O segundo é a regulação. A falta de regulação específica ou de regulamentação inadequada geram insegurança e afastam as pessoas dos ativos digitais.

Aliando a falta de informação, o desconhecimento do potencial do blockchain e dos criptoativos com uma regulamentação inadequada, o cidadão comum e as empresas têm poucos incentivos para o uso de cripto ativos. Temos trabalhado em todas as frente possíveis para reverter esse quadro, desde a interação com mídia e imprensa, realização de palestras, eventos e programas educacionais até a participação em grupos de trabalho a fim de estudar e propor princípios e alterações na legislação que incentive os negócios e  proteja os cidadãos.

 

Marcolino: As dificuldades são as mesmas dentro do universo sem fronteiras. A maior dificuldade em particular talvez seja a manipulação da informação para denegrir a imagem das criptomoedas como.proteção à zona de conforto já conquistada no modelo tradicional

 

 

3. Como as criptomoedas estão inseridas no seu cotidiano?

 

Tex: As criptomoedas fazem parte de meu cotidiano desde 2016. Minha formação em analista de redes já trazia reconhecimento às moedas virtuais, mas de um modo ainda distante. Curioso e empreendedor, fiz um investimento em Bitcoin ainda naquele ano. Segui buscando fontes de informação, deparei-me com a já citada escassez e me dediquei a criar um site de notícias, o Descomplicando Bitcoin. Fiz um curso de introdução às criptomoedas com a chancela da Universidade de Nicosia e, desde então, venho estudando sobre esse universo. A verdade é que respiro desde essa época esse universo como alguém que tem o objetivo de promover a educação financeira relacionada a moedas virtuais no Brasil. Sigo como investidor, idealizei um congresso nacional para reunir pessoas e fundei o Instituto Brasileiro de Moedas Virtuais. Quero aglutinar o maior número de pessoas em torno do assunto e promover debates. Acredito nessa revolução e minha missão é que mais pessoas também acreditem e naveguem por ela.

 

Amorim: Eu trabalho com criptoativos. Passo grande parte do meu tempo ensinando, defendendo, incentivando e criando novos modelos de negócio e de uso de criptoativos, pois acredito que são o futuro e a solução para a inclusão e o desenvolvimento econômico e social. Quanto às criptomoedas, uso-as como meio de pagamento, quando necessário e para transferências de valores quando possível, porém na maioria das vezes não é. Não gosto de criptomoedas como investimento, da mesma forma que não gosto de moedas fiduciárias. Se fosse investir, preferiria criptoativos que representam um modelo de negócios ou distribuição de dividendos ou receita.

 

Marcolino: Utilizo pouco. Acredito que ela ainda está em sua fase de aceite e não atingiu o ponto de disrupção exponencial que o blockchain tem potencial.

 

Faça sua inscrição aqui

 

 

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